Praças europeias caem com abrandamento da economia chinesa

Os investidores europeus mostram-se cautelosos depois de os dados sobre a indústria, vendas a retalho e investimento divulgados pela China revelarem um abrandamento daquela que é a segunda maior economia mundial.

Daniel Munoz/Reuters

O principal índice nacional segue a negociar com perdas ligeiras na sessão esta quinta-feira, pressionado pelas desvalorizações da EDP e do BCP. O PSI 20 perde 0,01% para os 5.168,16 pontos, numa altura em que nas praças europeias aliviam ganhos depois de seis sessões consecutivas de ganhos.

A EDP é a cotada com maiores perdas, a cair 0,93% para os 3,313 euros, depois de ter sido revelado esta quinta-feira que o Executivo socialista de António Costa vai avançar com a revogação do despacho que permitiu aos produtores de eletricidade recuperarem custos com a cobrança da tarifa social e contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE). A medida foi publicada ontem em Diário da República e prevê um corte de 170 milhões de euros nas faturas da luz já no próximo ano, o que irá afetar diretamente a empresa, que é líder na produção de eletricidade em Portugal.

No setor da energia, a EDP Renováveis cai também 0,49% para os 7,045 euros, enquanto a REN perde 0,18% para os 2,755 euros.

A aliviar ganhos está também o BCP, que recua 0,70% para os 0,212 euros. Do lado das perdas estão ainda a Corticeira Amorim (-0,52%), a Navigator (-0,30%) e a Mota-Engil (-0,45%).

Em contraciclo está o setor do retalho. A Jerónimo Martins regista a subida maior subida do índice, de 1,25% para os 16,630 euros, e a concorrente Sonae ganha 0,94% para os 0,969 euros, depois do anúncio da fusão com a Sport Zone.

A impedir maiores perdas estão também a Galp Energia que sobe 0,82% para os 14,215 euros, assim como a Altri (0,37%), a NOS (0,02%), os CTT (0,20%) e a Semapa (0,27%).

Na Europa, as congéneres europeias negoceiam mistas. O DAX, principal índice alemão cai 0,27%, o CAC 40 francês perde 0,08% e o espanhol IBEX 35 desvaloriza 0,62%. Em sentido contrário, a praça britânica FTSE 100 ganha 0,02%.

Nos mercados acionistas europeus, os investidores mostram-se cautelosos depois de os dados sobre a indústria, vendas a retalho e investimento divulgados pela China revelarem um abrandamento daquela que é a segunda maior economia mundial.

Os investidores estão ainda atentos à taxa de inflação dos Estados Unidos registada em agosto. Os analistas apontam para um aumento de 1,7% para os 1,8%, em linha com as metas da Reserva Federal norte-americana (Fed), que quer fixar a taxa de inflação nos 2%. Também o Banco de Inglaterra realiza esta quinta-feira a sua reunião mensal de política monetária, onde não são esperadas mexidas nas taxas de juro.

Por cá, são também aguardados os dados da atividade turística relativos ao mês de julho, que serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No mercado petrolífero, o brent ganha 0,38% para os 55,37 dólares por barril e o crude soma 0,53% para os 49,56 dólares, no dia em que a Agência Internacional de Energia (AIE) publica as suas perspetivas sobre a energia, depois de ontem ter divulgado o relatório mensal sobre o petróleo.

No mercado cambial, o euro valoriza 0,13% para 1,190 dólares e a libra perde 0,10% para 1,319 dólares.



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