Portugal é o 3º pior país da Europa a aproveitar “talentos”

Portugal ocupa o 43.º lugar em 130 países, segundo um estudo do Fórum Económico Mundial, que revela que 38% do talento mundial é desperdiçado.

Cristina Bernardo

O estudo “The Global Human Capital Report 2017″, que contempla 130 países, conclui que somente 25 países aproveitam a maior parte (70%) do talento. Portugal leva nota negativa neste campo: no 43.º lugar é o país da União Europeia com uma das três piores performances. Pior mesmo só Espanha, que surge logo a seguir, no lugar 44, e a Grécia, que é 48.º.

O abandono do ensino secundário e o elevado desemprego entre os jovens são os fatores que mais penalizam Portugal no que respeita ao aproveitamento do capital humano.

Os lugares cimeiros do “The Global Human Capital Report 2017″ são ocupados por países empenhados em que os seus cidadãos alcancem níveis educativos elevados e trabalhem em setores muito qualificados.

O top “ten” dos países que melhor aproveitam o talento é liderado pela Noruega. Em segundo lugar figura a Finlândia e no terceiro a Suíça. Seguem-se, por esta ordem: Estados Unidos, Dinamarca, Alemanha, Nova Zelândia, Suécia, Eslovénia e Áustria.

Embora com algumas diferenças, os 22 países do espaço da América Latina mostram menos disparidades entre si do que outras regiões do mundo. O aspeto mais negativo respeita à escolaridade obrigatória: Um em cada cinco crianças não termina a escolaridade obrigatória.

O Iémen é o pior país a aproveitar o talento, sendo igualmente o último do ranking no que respeita ao emprego e à qualidade do sistema educativo. Na lista dos piores seguem-se Mauritânia, Senegal, Etiópia, Mali e Paquistão, que é o número 125.

A expressão capital humano/talento é usada para designar  o conhecimento e as competências que permitem aos indivíduos criar valor na economia global.



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