PJ faz buscas na Casa dos Marcos, residência de Paula Brito e Costa e gabinete de Manuel Delgado

A casa da antiga presidente da Raríssimas e a instituição da qual ainda é diretora estão a ser investigadas na sequência de o Ministério Público ter aberto um inquérito.

Mário Cruz/Lusa

A Polícia Judiciária (PJ) está a fazer buscas na Casa dos Marcos e na residência de Paula Brito e Costa, avançou esta quarta-feira de manhã a SIC Notícias.

De acordo com o canal de Carnaxide, a casa da antiga presidente da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) e a instituição da qual ainda é diretora estão a ser investigadas pela PJ na sequência de o Ministério Público ter aberto um inquérito. Já a TVI adianta que as autoridades se encontram também no gabinete do ex-secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

A Procuradoria-Geral da República, numa resposta à Lusa, confirmou a realização das buscas, “no âmbito do inquérito que se encontra em investigação no Departamento Central de Investigação e Acção Penal de Lisboa”.

A direção da Raríssimas determinou esta terça-feira a “suspensão preventiva por 30 dias”, com efeitos imediatos, de Paula Brito da Costa, do cargo de diretora-geral da associação, por indícios de “ilícito laboral”. A decisão foi avançada pela vogal da direção, Marta Balula, numa declaração aos jornalistas sem direito a perguntas, efetuada à porta da Casa dos Marcos, onde Paula Brito da Costa, tendo apresentado em 14 de dezembro a demissão desse cargo que acumulava, esteve até pouco depois das 17 horas de ontem.

A ex-responsável pela Raríssimas saiu da Casa dos Marcos por volta das 17h15 e saiu a conduzir uma viatura e tinha ao lado o marido, que escondeu completamente a cara com o capuz de um casaco.

Uma investigação da TVI mostrou documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente de Paula Brito da Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro para diversos gastos pessoais. O caso já provocou a demissão do secretário de Estado da saúde Manuel Delgado, que em 2013 e 2014 foi consultor da Raríssimas, com um vencimento de três mil euros por mês, tendo recebido um total de 63 mil euros.

Raríssimas é alvo de investigação do Ministério Público desde novembro

Notícia atualizada às 10h13






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