Petróleo cai abaixo dos 50 dólares: Sauditas e russos endurecem corte na produção

As duas potências petrolíferas ameaçam prolongar o corte na produção para 2018.

Com o Brent abaixo dos 50 dólares, sauditas e russos não descartam o alargamento dos cortes para 2018.

A perda da marca emblemática dos 50 dólares no preço do petróleo agitou a reta final das negociações para a Cimeira da OPEP que decorre no próximo dia 25 de maio, escreve hoje o El Economista.

As quedas têm registado um aceleramento enquanto o mercado parece precaver-se de um acordo da OPEP e de países como a Rússia para prolongar os cortes de produção iniciados em janeiros.

Os analistas esperam que o travão das quotas de extracção se estenda à segunda metade do ano numa magnitude semelhante à existente, ou seja, cerca de 1,8 milhões de barris diários.

No entanto, as mais recentes quebras no preço do petróleo endureceram o tom das mensagens prévias à reunião da OPEP. Quase em paralelo, as duas maiores potências petrolíferas que aderiram aos cortes, Arábia Saudita e Rússia, coincidiram no momento de “ameaçar” com o prolongamento do travão da produção não apenas na segunda metade do ano. Entre os planos figura a possibilidade de ampliar estas medidas a 2018, uma opção que não tinha cogitada até agora.

 



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