Petição contra excesso de peso das mochilas escolares é entregue hoje

Ao fim de seis semanas, a petição já conta com cerca de 50 mil assinaturas e vai ser entregue, esta sexta-feira, na Assembleia da República.

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Há cerca de 13 anos, um estudo realizado pela DECO identificou que mais de metade das crianças do 2º ciclo (5º e 6º anos) transporta peso excessivo nas mochilas escolares. No entanto, ao fim destes anos, foi lançada em janeiro passado a petição pública “Contra o Peso Excessivo das Mochilas Escolares em Portugal”, com vista a rápida resolução deste problema.

Os signatários da petição sugerem que seja definido por lei um peso limite das mochilas escolares de até 10% do peso corporal das crianças. Aqui é defendida a obrigatoriedade das escolas medirem o peso das mochilas semanalmente de forma a entenderem se existe consciencialização por parte dos pais para este problema.

“Para tal, cada sala de aula deverá contemplar uma balança digital, algo que já é comum em muitas escolas, devendo ser vistoriada anualmente”, acrescentam os signatários, defendidos pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, no Fórum TSF, onde relembrou que “não vale a pena ter um despacho a dizer que as mochilas devem ter um peso tal e depois não ter uma balança à porta das escolas para avaliar o peso das mochilas”.

Além desta, foram ainda propostas outras medidas, como a existência de cacifos em todas as escolas públicas e privadas, a utilização, por parte das editoras, de papel de menor gramagem na elaboração dos manuais e a criação de livros escolares divididos em fascículos retiráveis segundo os três períodos escolares.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros mostrou-se solidária, afirmando que “ao longo dos últimos anos, os editores escolares tomaram algumas medidas, como a divisão de alguns dos seus manuais em dois ou três volumes, embora isso constitua um acréscimo adicional nos custos de produção que não se reflete no preço final dos livros escolares”.

Os editores e livreiros demonstram a “total abertura e disponibilidade para colaborar na definição das melhores soluções” e pretendem continuar a “fazer tudo o que estiver ao seu alcance para responder à questão do peso das mochilas e minimizar ao máximo as consequências negativas no presente e no futuro dos alunos portugueses”.

A aposta nos livros digitais é a solução encontrada pelas associações de pais e diretores de escolas, como forma de alívio do peso nas mochilas dos alunos. Contudo, até se chegar a isso, apoiam a decisão de aumentar o número de cacifos nas instalações.

Ao fim de seis semanas, a petição já conta com cerca de 50 mil assinaturas e vai ser entregue, pelos responsáveis da mesma, na Assembleia da República, esta sexta-feira.

  • O manjerico.

    Agora querem o peso máximo das mochilas numa Lei…

    Depois dizem que há leis a mais…

    Esta gente não sabe o que quer.