Petição com milhares de assinaturas pede destituição de Temer após escândalo com subornos

A população brasileira procura uma resposta para o nível de corrupção no país. O deputado Alessandro Molon formalizou um pedido de ‘impeachment’ na Secretaria-Geral da Câmara Baixa do Parlamento.

A cada segundo se passa, mais assinantes se juntam ao golpe contra o presidente do Brasil. A petição intitulada “Congresso Nacional: Impeachment de Temer e eleições diretas já!” reúne de momento 4.046 signatários que pedem a destituição do Michel Temer, na sequência do escândalo com subornos.

O abaixo-assinado pretende atingir os 50 mil nomes e obrigar o chefe de Estado brasileiro a abandonar o Palácio do Planalto. “Os jornais acabaram de divulgar que o presidente Temer foi gravado a pedir o silêncio de Cunha — se Cunha acusasse, todo seu governo iria por água abaixo. Mas a verdade está a vir à tona”, defendem os signatários.

“Se usarmos este momento para pedir o impeachment de Temer e unir as pessoas por eleições diretas já, podemos finalmente ter a chance de votar novamente e escolher um(a) presidente decente e comprometido(a) com o combate à corrupção e com o futuro do Brasil”, defendem os signatários”, acrescentam.

O deputado Alessandro Molon, do partido Rede Sustentabilidade, foi o primeiro a formalizar um pedido de ‘impeachment’ na Secretaria-Geral da Câmara Baixa do Parlamento, depois da reportagem que o incrimina. “Já protocolei um pedido de impeachment de Michel Temer com base nesta denúncia”, afirma o político, num vídeo divulgado no Facebook.

Alessandro Molon considera que a gravação mostra que o presidente brasileiro “fere direta e claramente a lei de responsabilidade, que diz que ter um comportamento incompatível com o decoro do cargo é causa para cassação do mandato”.

No início desta noite, o jornal O Globo publicou uma reportagem segundo a qual, num encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, Michel Temer teria sugerido que se mantivesse o pagamento de subornos ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio.

Face a estas acusações, a Presidência da República do Brasil divulgou nota na qual garante que Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.





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