Peregrino especial rezará rodeado de segurança

Quando um Papa se encontra entre os peregrinos, perfecionismo passa a ser a palavra de ordem. Durante 24 horas, nada pode falhar.

Esta será a sexta vez que um Papa visita o Santuário de Fátima. Paulo VI foi o primeiro a pisar a Cova de Iria em 1967, seguiu-se aquele que mais vezes por cá passou, João Paulo II, em 1982, 1991 e 2000, e por último, Bento XVI, em 2010. Apesar da experiência acumulada coroada de êxitos, e de todos os anos o dia 13 de maio ser sinónimo de mar de gente no Santuário de Fátima, a visita do papa Francisco, particularmente nas celebrações do Centenário das Aparições, vem acrescentar contornos de uma outra dimensão. Desde sempre que a segurança de todos os peregrinos é crucial para o Santuário e para as autoridades nacionais, mas a segurança do “simples peregrino Francisco” – que assim fez questão que fosse entendida a sua visita relâmpago, já que apenas durará 24 horas, período em que simplesmente quer rezar com os portugueses – faz disparar os cuidados a ter.

Esta grande operação de segurança começa dia 12 de maio e a cerca de 40 quilómetros de Fátima, na Base Aérea de Monte Real. E assim, passados 50 anos, tal como Paulo VI, também Francisco entra diretamente em Portugal, sem passar pela capital.

Pouco depois das 16 horas já estará a participar na sessão de boas-vindas e aqui mesmo terá, meia hora depois, um encontro privado com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Uma hora depois já estará ligado o motor do helicóptero que o transportará até ao Estádio de Fátima, de onde, no já conhecido Papamóvel, parte rumo ao Santuário. E a partir deste momento os banhos de multidão já serão uma realidade. E a vigilância aperta mais um pouco. A tarde cairá já com Francisco a rezar na capelinha das Aparições, local onde procederá também à Bênção das Velas.

À noite, ao lado dos portugueses, como prometeu, e da mescla de nacionalidades que ali marcam presença, Francisco presidirá ao terço e à procissão das velas. Estará então na altura de se recolher mas, logo cedo, no dia 13, recebe o primeiro-ministro António Costa. E ainda antes do ponto alto desta sua visita, a celebração da Missa solene, pelas 10h, visitará a Basílica da Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Duas horas e meia mais tarde, o Papa almoça com os bispos portugueses, terminando assim a sua visita. Quando chegar o entardecer, Francisco já estará em Roma.

Tudo a postos na cidade-santuário

Antes da grande celebração, foram estudados os passos do Papa Francisco e todos os aspetos logísticos foram acautelados, designadamente a colocação de écrans gigantes no recinto, de forma a garantir que todos possam acompanhar as celebrações. A organização planeou ao pormenor as localizações escolhidas.

Com tudo preparado para o Santuário, ainda é tempo de apelar aos fiéis para que se desloquem a Fátima e vivam este momento especial. “Está tudo a postos para receber os peregrinos e está tudo a postos para receber esse peregrino especialíssimo que é o Papa. Venham, estejam em Fátima, façam a experiência feliz de estar com o papa Francisco de perto, porque haverá oportunidade, porque Fátima tem capacidade para acolher”, já veio assegurar o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima. “O grande desafio que eu deixo é: está tudo preparado, os peregrinos que venham, que estejam presentes, que façam a festa connosco, que acolham o papa e lhe manifestem o carinho que ele merece”, reforçou.