Pedrógão Grande: 300 advogados gratuitos. Zero pedidos de ajuda

A Ordem dos Advogados disponibilizou apoio gratuito para as vítimas. O Conselho Regional de Coimbra criou uma bolsa de juristas, com 300 profissionais, mas até agora não obteve nenhum pedido de ajuda.

Miguel Vidal/Reuters

Um mês depois da tragédia de Pedrógão Grande, a bolsa de juristas criada pelo Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados não recebeu um único pedido de apoio. Criada logo após o incêncio que reclamou a vida de 64 pessoas, a bolsa de apoio da Ordem dos Advogados contava com cerca de 300 profissionais voluntários, disponíveis para trabalhar pro bono na ajuda das vítimas.

Aos microfones da TSF, o presidente daquele conselho regional, Jacob Simões, conta que o projeto foi explicado às várias autarquias da região, que prometeram passar a palavra. Por isso, não sabe o que se possa ter passado para que ninguém tenha procurado ajuda. Ainda assim, acresdita que tal se deva ao facto de que têm existido muitos outros apoios.

Esta não é, no entanto, uma situação que Jacob Simões não tenha vivido antes. O representante dos advogados da região Centro do país, relembra que, em 2003, por ocasião de outros grandes incêndios, o Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados desenvolveu uma ação semelhante, que teve também resultados meramente residuais.