Pedro Barros deixa BCN para assumir a Pro-Empresa

O Governo chamou Pedro Barros para liderar a Pro-Empresa, organismo do Estado para a promoção empresarial. A nomeação do economista sénior coincide com a sua saída da presidência da Comissão Executiva do Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN), que está em processo de reestruturação com a seguradora Ímpar a adquirir todas as acções da SEPI.

 

Há mudanças no sector económico-financeiro: o economista Pedro Barros vai deixar a presidência da Comissão Executivo do BCN para liderar a Pro-Empresa. O Governo inclusive já publicou no BO a nomeação deste peso pesado do ramo empresarial para liderar a promoção de investimentos e criação de novas empresas.

A nomeação do economista sénior, Pedro Barros, acontece, curiosamente, numa altura em que o BCN, onde ainda está como presidente da Comissão Executiva, passa por um processo de reestruturação. O banco é detido pela seguradora Ímpar, que depois de adquirir no ano passado os 51% das acções da Banif está agora em negociação para comprar na totalidade a Sociedade de Estudos e Promoção de Investimentos (SEPI), fundadora e detentora actualmente dos restantes 44% do BCN (a Cruz Vermelha de Cabo Verde tem mais 4,4% do capital do único banco 100% cabo-verdiano).

Na prática, o ‘chamamento’ de Pedro Barros parece surgir da necessidade de o Governo querer incrementar o sector empresarial, apostando logo num peso pesado do sistema financeiro. Barros regressa, assim, a um ramo que domina, já que foi, durante os anos 90, presidente do extinto Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial (IADE), que no tempo do Governo anterior virou ADEI e agora é a Pro-Empresa.

Ao que tudo indica, quem vai substituir Pedro Barros na presidência da Comissão Executiva do BCN será Paulo Lima, economista, que entra na equação por imposição da Ímpar (seguradora privada cabo-verdiana), que passa a dominar o BCN com a compra da SEP, actual detentora de 44% do banco.

O negócio da compra da SEPI carece, entretanto, do aval Banco de  Cabo Verde, entidade que deve validar a troca de acções e a mudança na estrutura acionista dos bancos comerciais.

Até este momento, a Ímpar já adquiriu 90% da SEPI, mas só pagou metade do valor, calculado em 100 mil contos na totalidade. O processo de compra ainda aguarda decisão do BCV, mas tudo leva a crer que o BCN vai ficar nas mãos da Ímpar.

Além da mudança na estrutura accionista, haverá alterações na composição do conselho administrativo do BCN. Sai Pedro Barros, que irá assumir a Pró-Empresa, entra Paulo Lima, como PCE, e deverá ser nomeado como administrador não executivo, por inerência, Arlindo Carvalho, presidente da Cruz Vermelha, organismo que detém 4,4% do BCN.

 

 




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