“Pare de nos chamar fascistas e nazis”: Juncker responde a Erdogan e exclui adesão da Turquia à UE

Presidente da Comissão Europeia lembra que "o Estado de Direito, justiça e valores fundamentais" do bloco europeu e afirma que a Turquia não reúne as condições necessárias para aderir à UE nem num futuro próximo.

Reuters

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reafirmou esta quarta-feira que a Turquia não reúne as condições necessárias para aderir à União Europeia (UE) e a sua entrada no bloco europeu não é previsível num futuro próximo. Jean-Claude Juncker considera que a Turquia se tem vindo a afastar dos valores fundamentais da UE e apela ao Governo turco para que pare de insultar os líderes europeus.

“A Turquia está a afastar-se  da União Europeia a passos largos”, afirmou Jean-Claude Juncker por ocasião do discurso sobre o Estado da União, em Estrasburgo. “O Estado de Direito, justiça e valores fundamentais são os pilares da UE e há já um tempo considerável que a Turquia se tem afastado deles”.

O luxemburguês lembra que nos últimos meses Ancara colocou uma série de jornalistas na prisão e aumentou a repressão política aos direitos e liberdades civis, como a liberdade de expressão e opinião. “O lugar dos jornalistas é nas redações, não nas prisões”, recorda o presidente do órgão executivo da UE, apelando à libertação dos jornalistas detidos “e não apenas os europeus”.

Jean-Claude Juncker pede ainda ao presidente Recep Tayyip Erdogan para que “pare de chamar aos nossos Estados-membros e chefes de Estado fascistas e nazis”. “A Europa é um continente de democracias maturas”, sublinha.

“Isso exclui a adesão da Turquia à União Europeia num futuro previsível”, adverte. “Há a impressão de que há, na Turquia, queira quebrar as pontes, para depois responsabilizar a UE pelo fracasso nas negociações. Mas teremos sempre uma mão estendida, para o grande povo da Turquia e todos aqueles que queiram trabalhar connosco com base nos nossos valores comuns”.

 





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