Papa Francisco chegou a Portugal numa companhia aérea em falência

A Alitalia, que transportou o Papa Francisco para Portugal, abriu a 2 de maio o segundo processo de falência em dez anos.

O Papa Francisco chegou a Portugal, na base aérea de Monte Real, na companhia aérea Alitalia, que no princípio deste mês abriu um processo de falência.

A Alitalia, companhia aérea italiana, tradicionalmente escolhida pelo Estado do Vaticano para as deslocações dos Papas, abriu um processo de falência no passado dia 2 de maio, uma decisão que foi aprovada com unanimidade pela administração e que já era esperada depois da rejeição dos termos da reestruturação pelos trabalhadores da empresa.

A companhia aérea italiana Alitalia iniciou um processo formal de insolvência, depois da decisão ter sido aprovada com unanimidade pela administração da empresa, noticiou a Bloomberg.

Criada em 1947, a Alitalia tem tido um percurso difícil, repleto de crises financeiras e de dívidas acumuladas. É a segunda vez que a companhia aérea de bandeira abre falência em dez anos.

A decisão já era esperada depois de, há cerca de duas semanas, a grande maioria dos trabalhadores sindicalizados da Alitalia ter recusado os termos do plano de reestruturação proposto pela administração da empresa que estavam associados a um processo de recapitalização de dois mil milhões de euros.

A administração queria reduzir os salários em 30% e despedir cerca de dois mil de um total de cerca de 12 mil trabalhadores. No entanto, as condições foram recusadas, o que fez com que a administração da Alitalia marcasse uma assembleia geral extraordinária.

Além desta questão, a Alitalia ainda não tinha conseguido apresentar qualquer lucro durante o presente século e acumulava dívidas, pressionada pela concorrência das outras companhias de bandeiras e pelas low cost.

Os voos da Alitalia vão continuar a funcionar já que o Governo italiano irá financiar as operações. De acordo com a lei do país, serão nomeados supervisores para lidar com a situação, enquanto os administradores vão apresentar uma nova estratégia de negócio.

Na semana passada, a Etihad, companhia aérea do Abu Dhabi, que detém 49% da Alitalia, tinha referido que estava cansada de tentar opções para manter a companhia aérea solvente. Os restantes acionistas são os bancos italianos Unicredit e Intesa SanPaolo, cada um com 15%, além da própria Alitalia e outros (em representação do Estado italiano).

O ministro das Finanças de Itália, Pier Carlo Padoan, também tinha garantido que o Governo não vai injetar capital na Alitalia.

Foi num voo da Alitalia que o Papa Francisco chegou hoje à base aérea de Monte Real.

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