OPA: ministro da Energia espanhol fala de “ninho regulatório” em torno da EDP

Álvaro Nadal explicou que o Governo espanhol está a seguir atentamente o processo, por se tratar de um dos principais operadores no país, que controla a central nuclear de Trillo, nas Asturias.

O ministro da Energia de Espanha acredita que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela China Three Gorges à portuguesa EDP poderá enfrentar dificuldades regulatórias. Em declarações ao jornal espanhol “El Economista”, o governante lançou a hipótese de uma intervenção da Comissão Europeia.

Álvaro Nadal explicou que o Governo espanhol está a seguir atentamente o processo, por se tratar de um dos principais operadores no país, que controla a central nuclear de Trillo, nas Asturias. Apesar de o prospeto da OPA ainda não ter sido entregue na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o governante espanhol afirmou que a EDP está envolvida num “ninho regulatório” que a compra por parte da China Three Gorges requer um longo e complicado processo de autorizações.

O ministro sublinhou, ao “El Economista”, que o conselho de administração executivo da EDP já anunciou que o preço oferecido (3,26 euros por ação) não presenta o valor da empresa. Adiantou que a oferta poderá ser vista como “quase hostil” e que a Comissão Europeia poderá intervir, com base na diretiva europeia que impede a posse e distribuição simultânea de ativos.

O consórcio chinês (que já é o maior acionista da EDP, com 23,27% do capital social) anunciou, na passada sexta-feira, a oferta de uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação da elétrica, avaliando a empresa em cerca de 11,9 mil milhões de euros. Já pela EDP Renováveis (controlada em 83% pela EDP), a oferta é de 7,33 euros por ação.






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