Especial 2018: Onde vai o preço do petróleo?

Cortes de produção, petróleo de xisto e eventos geopolíticos foram os principais fatores que marcaram o mercado petrolífero o ano que termina e 2018 não deverá ser muito diferente.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países produtores adotaram ao longo do ano um plano de cortes produtivos para tentar equilibrar o excedente da oferta face à procura, que vou à retirada do mercado de 1,8 milhões de barris por dia. Para já, o acordo vai continuar e está planeado até ao final de 2018.

No último relatório, a OPEP considerou que o “mercado avança para o equilíbrio” e reviu em alta as estimativas da procura de petróleo, esperando também que as reservas se reduzam de “forma considerável”.

Segundo a última projeção do cartel, a procura mundial de petróleo deverá aumentar 1,51 milhões de barris por dia.

Já a Agência Internacional de Energia estima que a procura, em 2018, seja de 98,9 milhões de barris diários, um crescimento homólogo de apenas 1,3 milhões de barris.

Do lado da oferta, e com particular impacto nos preços da matéria-prima ao longo do ano, o destaque vai estar no petróleo de xisto. A exploração deste género da matéria-prima tem sido apontada como um dos impedimentos para a redução do excedente entre oferta e procura no mercado.

A OPEP está a incorporar essa realidade e estima que os Estados Unidos aumentem o petróleo que injetam no mercado até atingirem 3,8 milhões de barris por dia em 2022.

Apesar dos esforços da OPEP e, em parte, devido ao aumento da exploração de petróleo de xisto, o preço do crude WTI pareceu ao longo do ano de 2017 ter encontrado uma barreira nos 50 dólares e o Brent nos 60 dólares. Para 2018, a tendência não será muito diferente. Numa sondagem da agência Reuters, realizada em dezembro depois de a OPEP ter decidido extender os cortes de produção até ao fim de 2018, 30 analistas apontaram para um preço médio de 54,78 dólares por barril de crude WTI e de 58,84 dólares por barril de Brent.

Tal como aconteceu nos casos da Coreia do Norte, Arábia Saudita ou Irão, os episódios geopolíticos, deverão continuar a marcar os picos nos preços.





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