Oeiras: Isaltino Morais vence com maioria absoluta

"Movimento Inovar, Oeiras de Volta" pode ter entre seis a sete vereadores, segundo projeção da TVI. Paulo Vistas já reagiu às primeiras projeções, manifestando surpresa.

Isaltino Morais terá vencido a Câmara Municipal de Oeiras com maioria absoluta, conquistando entre 42,2% a 47,2%% dos votos, segundo a projeção Intercampus/TVI.

O `”Movimento Inovar, Oeiras de Volta” pode ter entre seis a sete vereadores e bate o movimento, também independente, encabeçado pelo atuapresidente da câmara, Paulo Vistas, e denomiado “Oeiras mais à frente”.

Nas anteriores eleições autárquicas, venceu o movimento independente criado por Isaltino, denominado “Isaltino, Oeiras Mais à Frente (IOMAF)”, mas Vistasfoi empossado presidente da câmara, quando Isaltino teve de cumprir pena de prisão.

Paulo Vistas já reagiu às primeiras projeções revelando supresa.

“Este resultado surpreende-me, mas respeitamos a decisão dos cidadão de Oeiras”, disse.

Questionado sobre se aceitaria ter pelouros na autarquia liderada por Isaltino Morais, disse ainda ser prematuro ter uma posição. “É um assunto que ainda vou refletir com a minha equipa”, disse.

Na corrida estavam, ainda, assim como Ângelo Pereira(PSD/CDS-PP/PPM), Joaquim Raposo (PS), Heloísa Apolónia (CDU), Miguel Pinto (BE), Pedro Perestrello (PNR), Isabel Sande e Castro (Nós, Cidadãos), Pedro Torres (PAN), Safaa Dib (Livre), André Madaleno (PTP) e Alda Gameiro (PCTP/MRPP).

Oeiras foi palco de uma das ‘batalhas’ mais quentes destas autárquicas, com os dois ex-aliados a tornarem-se adversários. O ‘dinossauro’ Isaltino Morais presidiu à autarquia durante 17 anos, interrompendo só o percurso, em 2002, para desempenhar funções como ministro. Sai do governo um ano depois, mas volta a recandidatar-se a Oeiras e vence, por duas vezes, antes de ser forçado a abandonar. É substituído por Paulo Vistas, que era o seu braço direito e que agora enfrentou o “dinossauro” Isaltino nas urnas.

Em 2013, o “Isaltino, Oeiras Mais à Frente (IOMAF)” conquistou cinco mandatos, com 36,72%, o PSD três mandatos com 21,03% PS dois mantos (20,11%) e a CDU um mandato, com 10,06%.



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