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Vivemos em 2016, e viveremos em 2017, no mundo de Putin: um mundo onde impera a força bruta, a manipulação e a corrupção. Não é, nem será, um sítio agradável para se viver.

Há dias, este jornal pedia aos seus leitores que votassem em quem julgavam ter sido a principal figura de 2016. A tentação de escolher Donald Trump talvez seja grande, mas a única resposta decente é Vladimir Putin. Não por o autocrata russo merecer mais louvores que o primeiro presidente laranja dos EUA, mas por quase tudo o que aconteceu em 2016, da Síria ao próprio Trump, ter tido o seu dedo metido ao barulho. Mas, ao contrário do que a forma como Putin era apresentada como escolha nessa votação parece sugerir, essa quase omnipresença do líder russo no lodaçal internacional não se deve a um “grande poder” de uma Rússia em “expansão”. Pelo contrário: é um produto de tanto a Rússia como o regime de Putin serem extremamente frágeis.

A economia russa está em recessão há dois anos. A moeda perde força à medida que Putin manda imprimir cada vez mais dinheiro para tentar esconder o facto de que ele vale cada vez menos. Os preços dos bens disparam em resultado desse truque, e o desemprego segue o mesmo caminho. Se a isto juntarmos a profunda crise demográfica do país, e a esta fraqueza conjuntural a fragilidade e sentimento de ameaça históricos – sendo um país periférico, geograficamente distante do coração do continente europeu, com a maior massa continental do mundo (o que o torna difícil de defender) e uma população com uma enorme variedade étnica (o que, juntamente com a dimensão territorial, o torna difícil de governar) – rapidamente se compreende que a Rússia, hoje como no passado, não consegue fugir a um modelo de governo autocrático e, especialmente, externamente agressivo.

Em primeiro lugar, o nacionalismo da população russa torna-a presa fácil da exploração que Putin faz da sua política externa agressiva como arma de propaganda interna, conseguido assim obter o apoio que o desastre económico a que tem presidido não lhe permitiria obter. Em segundo lugar, como depende consideravelmente das receitas do sector energético para se enriquecer a si própria e para subornar o maior número de gente possível (na Rússia e no estrangeiro), a máfia putinista depende da obtenção e manutenção do controlo de regiões estratégicas para o sucesso desse sector e de empresas do sector noutros países, para neles exercer “influência”.

E finalmente, Putin percebe que quantas mais crises internacionais criar ou ajudar a agravar, ou quanto maior for o conflito político interno no seio dos países seus rivais, mais dificuldades lhes cria, ao dividir as suas alianças ou ao fragilizar o seu apoio político e estabilidade internos. Por isso patrocina partidos em vários países europeus, divulga (na Ucrânia, Eslováquia, Polónia ou EUA) escutas secretas de políticos e emails extraídos de hacks aos partidos, e, com a Russia Today, a Sputnik News e a “quinta de trolls” do regime, inunda o espaço mediático de teorias da conspiração num bem sucedido esforço de descredibilizar toda e qualquer fonte de informação.

2017 não será diferente. Na Síria, tudo ficará na mesma. Em França, qualquer um dos principais candidatos presidenciais está em sintonia com os interesses russos. Nos EUA, Putin terá um admirador na Casa Branca e uma série de gente com ligações ao seu país (e negócios) na sua equipa. E, a caminho das eleições alemãs em Outubro, não faltarão “incidentes” como os que marcaram as americanas de Novembro. Vivemos em 2016 (e viveremos em 2017) no mundo de Putin: um mundo onde impera a força bruta, a manipulação e a corrupção.

O autor escreve segundo a antiga ortografia.

  • RodPaulo

    És muito fraco como manipulador e sinceramente estou cansado de pseudos jornalistas ou ditos Politólogos como tu, porque nem o lado que atacas está certo e nem o lado que defendes está certo, vivemos tempos em que é necessário uma nova abordagem, para assim não se cair no velho sistema de manipulação que atualmente tu representas.

    • Paulo Alexandre

      Mas há muitos atrasados mentais como tu, podes ficar descansado.

      • RodPaulo

        Pela capacidade de resposta que tens, fica claro a quem se dirige este tipo de noticia.

  • Paulo Alexandre

    Nem mais.Também em. Portugal temos uma legião de fans de Putin, sempre a lamber-lhe o rabo, basta ver a caixa de comentários, adeptos do quanto pior, melhor. Tiques marxistas…

  • ahhhhhhhhhhhhhhhh que texto convincente,amei,me convenceu mesmo,kkkk,eu não aprecio Donald Trump,o extravagante,será uma marionete nas mãos do GRANDE PUTIN,até Portugal se rende!beijos querido!

  • A verdade

    Mais um mentecapto.
    Que bom seria pensarmos todos da mesma forma tipo cartilha João de Deus.
    A China e a Rússia não deviam existir para que a vilanagem fizesse do mundo uma Cuba do tempo do Batista.
    Tenham juízo.
    Realmente o Putin incomoda que se farta até conseguiu por os cristãos de alepo a festejarem o natal à roda de uma árvore de natal coisa que não acontecia desde 2012.
    Isto incomoda e dá que pensar.
    Será que os cristãos de Mosul também tiveram a sua árvore de natal?

    • Paulo Alexandre

      Sim, eu não sei o que seria do mundo sem o Putin, assustador. Ahahahahah tava a brincar

  • Fatima Rocha

    Quando comecei a ler, julguei que o título era irónico. Com que então o causador do mal no mundo é o Putin?! Por este iluminado “politólogo”, ficamos a saber que força bruta, a manipulação e a corrupção dos tempos que correm são da responsabilidade do Putin. Quer dizer que todas as mentiras, falsas acusações e manipulações que foram usadas como argumento para atacar e destruir vários países, como o Iraque e o Afeganistão, por exemplo, semeando o terror e a destruição, afinal são culpa do Putin. Provavelmente, o Putin também esteve por detrás da guerra do Golfo, da guerra do Vietname, da guerra da Coreia, do apoio ao golpes de estado dos assassinos Videla e Pinochet, não?.Tenho é curiosidade de saber como é que ele encaixa o Putin em todas as acções em que os EUA têm tido o papel principal, com pressões, perseguições, destruição, sofrimento, mutilações e mortes, quer directamente através das suas tropas, quer do patrocínio de assassinos, ditadores e terroristas, por todo o mundo. Alguém que avise este “politólogo” que não deve esquecer-se de tomar a medicação.

    • Paulo Alexandre

      Claro, o Putin é o salvador, sem ele o mundo seria um lugar muito mais perigoso. Ahahahahah tava a brincar. Já o pinochet, cada vez mais me convenço que fez um óptimo trabalho ao derrubar uma ditadura comunista latente, hoje o Chile é uma democracia e o país mais próspero da América latina. Já Cuba é a bosta que se sabe.

  • maria almas

    O Artigo é uma miséria.Não diz nada.Não se percebe o que quer comunicar.Sinceramente não tem ponta por onde se lhe….Seria o mundo de Alecrim? Se tentarmos sentir como irónico o que escreve…transcrevendo
    para o nosso “Mundo” ,com as personagens cá reinantes então começa a fazer algum sentido.