O futuro do dinheiro? “A carteira está a tornar-se obsoleta”

A passagem do pagamento físico para o conceito digital exige uma colaboração entre reguladores e fintech, disseram hoje os participantes na mesa redonda sobre “O futuro do Dinheiro”.

A diretiva europeia de serviços de pagamento, PSD2, marcou hoje o painel de debate que discutiu hoje “O Futuro do Dinheiro”.  Com o objetivo permitir um maior grau de transparência nas instituições de pagamento, os bancos terão de permitir o acesso dos seus serviços de pagamento a outras empresas, os chamados Third Party Providers (TPPs) for payment services.

“A PSD2 vem trazer aqui uma tremenda oportunidade e estamos todos no ponto de partida. Vejo as futuras gerações a usar mais e não vamos sentir na Europa a necessidade de tirar o cartão da carteira”, disse Sebastião de Lancastre, CEO da Easypay. O fundador desta fintech acrescentou ainda que “quem estiver mais ágil e light poderá vencer”. Na ‘app’ desta empresa, segundo Sebastião, “é possível transferir dinheiro para qualquer parte do mundo em segundos e a custar cêntimos, seja em libras, rands ou dólares.

Na mesa redonda que debateu hoje “O Futuro do Dinheiro”, uma iniciativa do Jornal Económico e da PwC, estiveram ainda presentes Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS, João Freire de Andrade, Head of Venture Capital do BIG, e Duarte Líbano Monteiro, diretor geral da Ebury Ibéria.

Ainda sobre a nova diretiva, Madalena Cascais Tomé afirma que “a regulação é muito importante que vem trazer uma nova forma de colaboração entre todos”. A responsável sublinhou que se “está a passar do pagamento físico para o conceito digital. A carteira está a tornar-se obsoleta”. Isto é, os clientes “são diferentes e híbridos, vão à loja ou ao site”, exigindo soluções de pagamento e os prestadores de serviços devem estar mais preparados.

Para João Freire de Andrade, Head of Venture Capital, do BIG, as fintech são dos “poucos setores do empreendedorismo onde a regulação pode ser um driver”. “O Banco de Portugal já deu o primeiro passo mas podíamos fazer mais”, acrescentou. João Freire de Andrade deu ainda o exemplo da Lituânia, que estão a montar todo o sistema para a liderança dos pagamentos digitais.  “A maioria das fintech quer colaborar com os bancos. Nunca as colocaria como um risco para a banca portuguesa”.

Já Duarte Líbano Monteiro, diretor geral da Ebury Ibéria, salienta que tem de haver um controlo muito grande por parte da regulação. E desta os serviços da sua empresa. “Somos especialistas que nos diferenciamos em três pilares: acesso a 140 moedas para pagamentos e 155 para recebimentos. “Toda esta evolução tem permitido que o cliente se sinta mais à vontade”, destaca Duarte, sublinhando o apoio às PME, que refletem a economia real e são os principais clientes.






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