O boom do turismo vai continuar?

Vamos ter ainda mais turistas mas falta “convencê-los” a ficar mais tempo.

Cristina Bernardo

Em 2018, o sector do Turismo, a eterna potencial “galinha dos ovos de ouro” da economia portuguesa, que finalmente está a dar dúzias e mais dúzias de ovos, deverá continuar esta sua trajetória fulgurante, ameaçando mesmo renovar todos os títulos internacionais já alcançados e até conquistar aqueles que por pouco não arrecadou.
Com os números do INE a reforçar uma onda que tem tanto de otimista quanto de realista, através dos resultados do Inquérito Internacional e da retomada, pós interregno de 10 anos, Conta Satélite do Turismo, sabe-se hoje que em atraímos 18,2 milhões de “movimentos de entrada” de turistas num ano, aos quais se juntam 10 milhões daqueles que apenas por cá passaram mas não pernoitarem (excursionistas). E apesar do Brasil, EUA e Ásia se revelarem os mercados mais promissores, o ranking das visitas foi liderado por Espanha, seguindo-se o Reino Unido e a Alemanha.

Dada mais uma forte passada na direção da consolidação deste sucesso, aqueles que têm já em seu poder as reservas para o próximo ano – os hoteleiros – asseguram que o crescimento vai continuar e em todos os indicadores. A grande maioria (perto de 90%) dos inquiridos pela AHP, espera uma melhor receita, maior ocupação, a preços mais altos. Porém, há um “calcanhar d’Aquiles”: a estada média. Com o combate à sazonalidade, bandeira constantemente erguida ao longo deste ano pelo Governo, a alcançar, cada vez mais, melhores resultados, o grande desafio para 2018 deverá passar por criar respostas integradas e sustentáveis, capazes de atrair e fixar os turistas para além dos dois dias que atualmente passam em Portugal.





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