Pedro Passos Coelho, como Seguro, parece não querer ficar a andar por aí

Na passada edição do 'Jornal Económico' desvendou-se um pouco do que vai ser o futuro de Pedro Passos Coelho depois dos oito anos passados à frente do PSD. Não pretende continuar como deputado e vai deixar a política para ganhar a vida a trabalhar no privado. Dará aulas, fará consultadoria e está já a escrever um livro sobre os seus anos de primeiro-ministro. Provavelmente, acrescento eu, até rejeitou convites para fazer análise política.

Vistas as coisas desta forma, parece evidente que Passos Coelho pretende seguir o bom exemplo de António José Seguro. Derrotado por António Costa, Seguro desapareceu dos radares da política. Foi ganhar a vida na actividade empresarial. Os seus apoiantes dissolveram-se no PS. Nunca mais ninguém o referenciou como andando ao telefone a obstaculizar quem lhe ganhou o partido e a partir daí o País. Se conseguir fazer o mesmo, Passos Coelho dará um outro bom exemplo. Portugal precisa de pessoas que nos demonstrem que a política não é um modo de vida, que pode ser, apenas, um serviço que se presta. Que tem um tempo, e que terá naturalmente um fim, sem rancores nem sequer azedumes. Os políticos derrotados não tem todos que andar por aí, aos tombos, fingindo-se homens de Estado quando apenas pretendem ser homens sustentados pelo Estado. Desses já temos que chegue.




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