O apelo de Tony Blair: Levantem-se e protestem contra o “Brexit”

Ex-primeiro-ministro britânico afirma que as verdadeiras implicações do Brexit não foram totalmente conhecidas e que "à medida que estas se clarificam, é um direito mudar de ideias".

Neil Hall/REUTERS

Tony Blair, antigo primeiro-ministro britânico, pede aos cidadãos britânicos que se juntem e protestem contra a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). O ex-líder do Partido Trabalhista defende que as verdadeiras implicações do Brexit não foram totalmente conhecidas e que “à medida que estas se clarificam, é um direito mudar de ideias”.

Esta será a primeira vez, desde os resultados do referendo de 23 de junho que deu vitória ao Brexit, que Tony Blair fará um discurso público. O ex-primeiro-ministro discursará esta sexta-feira diante de um grupo de apoiantes da permanência do país, Europa Open Britain, e, segundo o jornal britânico ‘The Guardian’, é esperado que peça ao povo que se insurja contra a saída do Reino Unido “da maior união política e do maior mercado económico”.

“O nosso desafio é expôr implacavelmente o custo real [do Brexit] para que se possa entender quais os reais custos da saída da UE e para que se possa encontrar uma saída para a atual corrida para o abismo”, dirá Tony Blair, segundo avança o ‘The Guardian’. “Não sei se conseguimos, mas sei que enfrentaremos o rancor das gerações futuras se não o tentarmos”.

Numa altura em que a primeira-ministra britânica, Theresa May, declara guerra aberta contra quem está a tentar “negar a vontade do povo”, Tony Blair pedirá aos apoiantes da permanência da União Europeia que se levantem “em defesa do que acreditamos”. O deputado trabalhista acredita que através de uma ação conjunta o Brexit pode ser travado.

“Temos orgulho em pertencer a um país que acredita que, no século XXI, devemos manter a nossa aliança com a maior união política e maior mercado económico que fica mesmo à nossa porta. Não para diminuir o nosso interesse nacional, mas para o satisfazer”, afirma.

O Governo de Theresa May planeia ativar o artigo 50º do Tratado de Lisboa até março, dando início às negociações em torno da saída do Reino Unido da União Europeia. As negociações devem estar concluídas no prazo de dois anos.

 

 

 



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