Número de desempregados inscritos regista maior queda de sempre

Na região Norte, o desemprego ficou abaixo dos 200 mil pela primeira vez nos últimos oito anos, revela o IEFP.

O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego voltou a cair em março, para 471.474, revelam os dados divulgados hoje pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). O número de inscritos é o mais baixo desde fevereiro de 2009.

Os dados de março mostram uma redução de 18% face ao mesmo mês do ano passado (menos 103.601 pessoas) e uma queda de 3,3% face ao mês anterior. Em termos homólogos, trata-se da maior queda desde 1989, primeiro ano em que há registo de dados do IEFP.

O desemprego jovem ficou nos 55.279, o que representa uma redução homóloga de 24,2% e um decréscimo mensal de 5,1%.

Já o número de desempregados de longa duração (há mais de um ano inscritos) caiu 16,1% face ao mês homólogo e 2,2% mensal.

Na região Norte, o desemprego ficou abaixo dos 200 mil pela primeira vez nos últimos oito anos, com 196 mil desempregados.

O movimento ao longo do mês mostra que em março inscreveram-se nos serviços de emprego de todo o País, 50.848 desempregados, número inferior em 4,9% ao do mesmo mês de 2016. Em termos homólogos, apenas a região Norte apresentou uma subida de 0,7% nas novas inscrições de desempregados.

Porém, face ao mês anterior, o número de novos desempregados inscritos nos serviços do IEFP subiu 15,7%. Todas as regiões registaram um aumento no número de inscritos ao longo de março relativamente a fevereiro, à exceção do Algarve (menos 1%) e da Madeira (menos 4,8%).

Esta situação (redução do número de desempregados no mês, ao mesmo tempo que há mais inscritos) poderá explicar-se com as ofertas e as colocações de emprego registadas em março.

As ofertas de emprego recebidas totalizaram 15.892 em todo o País, número inferior em 2,7% ao do mês homólogo de 2016 e superior em 13% ao do mês anterior.

As atividades económicas com maior expressão nas ofertas recebidas em março foram as seguintes: “atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (19,7%), “alojamento, restauração e similares” (14,7%), “administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social” (10,8%) e “Comércio por grosso e a retalho“ (10,3%).

Já as colocações realizadas em março totalizaram 9.182, menos 16,8% face há um ano, mas mais 47,9% do que em fevereiro.



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