Novo Banco: Venda será “bem sucedida”, acredita Carlos Costa

Questionado sobre a injeção de capital devido a perdas com os ativos problemáticos por parte do fundo de resolução, o Governador garantiu que os 3.890 milhões de euros "não deverá ser atingido", mas realçou que dependerá "das circunstâncias".

Cristina Bernardo

O Governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, mostrou-se confiante de que a venda do Novo Banco ao Lone Star será “bem sucedida”, mas remete os detalhes para “breve”, em declarações na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), esta quinta-feira.

“Estão criadas as condições para que o comprador seja bem sucedido”, disse Carlos Costa, acrescentando que o sucesso da concretização do negócio irá permitir ao Fundo de Resolução “recuperar a quota-parte de capital” e, deste modo, “minimizar as perdas”.

Questionado sobre a injeção de capital devido a perdas com os ativos problemáticos por parte do fundo de resolução, o Governador garantiu que os 3.890 milhões de euros “não deverá ser atingido”, mas realçou que dependerá “das circunstâncias”.

Bruxelas já deu luz verde à compra do Novo Banco pela Lone Star no âmbito da avaliação do negócio e nos termos do Regulamento de Fusões da União Europeia. A instituição liderada por Jean-Claude Juncker prosseguirá negociações com as autoridades portuguesas sobre a viabilidade do banco e o apoio estatal. A venda de 75% do Novo Banco ao Lone Star precisava da autorização da DG Comp e do BCE.

Recorde-se que a operação de troca de dívida do banco de modo a gerar ganhos para o Novo Banco de 500 milhões e perda correspondente para os detentores de obrigações seniores é uma das condições necessárias para concluir o processo.

O Jornal Económico noticiou, a 9 de julho, que a operação de troca de obrigações, designada de exercício de gestão de passivos (LME), não vai passar pela aprovação da CMVM. Ou seja, a troca de obrigações só abrange emissões feitas no Luxemburgo e não as emitidas em Portugal. Assim como se houver uma emissão de novos títulos para dar em troca também não será feita em Portugal. A CMVM será meramente chamada a garantir a divulgação da informação caso a comercialização dos novos títulos seja feita também em Portugal.

Isto diz alguma coisa sobre o que será a operação. Será uma operação que envolve apenas emissões feitas fora de Portugal, ou seja feitas no Luxemburgo, e os novos títulos (a existirem, porque a troca pode não envolver novos títulos) também serão emitidos naquele mercado europeu.

 

 



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