Novo Banco: Bancários querem custo menor e mais emprego

Presidente do SBSI diz que melhor solução para o Novo Banco é a que custar menos ao contribuinte e garantir mais emprego.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) considera que a melhor solução para o Novo Banco é aquela que custar menos aos contribuintes e que garanta mais emprego na instituição financeira, porque a diminuição de postos de trabalho no setor continua a ser a maior preocupação do sindicato.

Em declarações ao Jornal Económico, Rui Riso afirma que, para o SBSI, “em primeiro lugar”, estará a solução escolhida para o Novo Banco que “tiver menor impacto nos postos de trabalho”, o que coloca de lado a hipótese de liquidação.
Riso alerta, também, que outra possibilidade, a nacionalização, comporta riscos e que isso já custou muito dinheiro aos contribuintes.

“Temos na nossa história recente um caso muito mal sucedido de nacionalização temporária e, no caso de ser esse o caminho dever-se á acautelar que não aconteça o que aconteceu no caso do BPN”, defende.
O SBSI tem acompanhado também com preocupação a situação do Montepio, que tem sido objeto de notícias que indicam dificuldades na instituição financeira. “Enquanto houver notícias destas nos jornais os sindicatos estarão sempre preocupados”, diz Rui Riso.

“O Montepio é um caso particular do nosso sistema financeiro. É nossa convicção que as medidas que têm vindo a ser implementadas com o apoio responsável dos sindicatos serão as necessárias para ultrapassar este momento menos bom”, explica, acrescentando que “mais uma vez, pedido um esforço adicional aos trabalhadores”.
“Esperamos ver compensado com a manutenção dos postos de trabalho”, avisa.

O presidente do SBSI refere, ainda, banca cooperativa e as caixas económicas ou semelhantes detêm, na Europa, mais de 30% do mercado bancário o que é revelador da sua importância, mas não em Portugal.
“A evolução das regras do mercado bancário tem conduzido a uma clarificação da concorrência”, mas “lamentavelmente, em sentido contrário, uma vez que tem vindo a reduzir-se a concorrência quando, em princípio, deveria aumentar”, lamenta.

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