Horta Osório vai transformar sucursal do Lloyds de Berlim em sede para a UE

Com o Reino Unido em vias de deixar o mercado único europeu, o Lloyd's quer ter certeza de que pode continuar a atender os seus clientes da União Europeia. A notícia da criação de uma subsidiária em Berlim foi avançada pela BBC.

Luke MacGregor/Bloomberg

Depois do Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia que já foi desencadeada pelo governo de Theresa May com o Parlamento a invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa – o Lloyds Bank deverá transformar o seu balcão em Berlim numa subsidiária que sirva de hub europeu. O objetivo é não perder clientes quando o Reino Unido sair da União Europeia.

A notícia foi ontem avançada pela BBC que cita fontes. O  banco liderado por António Horta Osório decidiu converter o escritório de Berlim numa espécie de sede para a UE, a fim de manter uma presença dentro da Europa comunitária.

Recorde-se várias instituições financeiras britânicas estão a implementar planos para proteger as suas operações europeias após o Brexit. O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, desafiou recentemente as empresas da City – centro financeiro de Londres – a terem preparados “planos de contingência” para o ‘Brexit’.

Com o Reino Unido em vias de deixar o mercado único da UE, O Lloyd’s quer ter certeza de que pode continuar a atender os seus clientes da União Europeia. O Lloyd’s é o único grande banco britânico que não tem atualmente uma subsidiária num estado-membro da UE. No entanto, já tem um escritório em Berlim que emprega 300 pessoas.

O banco liderado por António Horta Osório considerou tanto Frankfurt como Amesterdão para implementar a sua base europeia antes de finalmente optar por Berlim, revela a BBC.

Bancos como o HSBC e o Goldman Sachs já mudaram – ou anunciaram que poderão deslocar – parte das suas operações da City para outras cidades como Frankfurt, Paris, Dublin, Madrid e Amesterdão.

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