Movimento 5 Estrelas acusado de fraude em Itália

Os membros do partido italiano não entregaram parte do salário, conforme estabelecido pelas suas regras, causando um buraco de 1,4 milhões de euros. Situações pouco claras sucedem-se umas às outras.

Guglielmo Mangiapane/Reuters

O Movimento 5 Estrelas – que se encontra em várias sondagens à frente para ganhar as eleições italianas marcadas para o próximo mês – enfrenta a sua pior crise: fundado na ideia do combate à corrupção nos partidos políticos italianos, é acusado de uma fraude de pelo menos 1,4 milhões de euros, causada por alguns de seus membros eleitos.

Dez elementos do partido terão fingido fazer retornar parte do dinheiro das suas retribuições públicas, conforme exigido pelo código de conduta, com o recurso a diferentes truques. O código de conduta do movimento exige que parte da remuneração recebida por funcionários públicos seja atribuída a projetos sociais, criação de negócios e gestão do próprio partido, que não recebe auxílio público.

No final de cada mês, os parlamentares do movimento transferem para um fundo o correspondente ao seu salário. Desta forma, já agregaram 23 milhões de euros, usados ​​para diferentes projetos e que marcam uma distância substancial com as práticas do resto das formações políticas do país, cujos representantes recebem os salários mais altos da Europa.

No entanto, e segundo uma investigação de uma televisão italiana, o deputado Andrea Cecconi e o senador Carlo Martelli, ambos candidatos às eleições gerais, não cumpriram esta regra e falsificaram a prova do retorno que deveriam cumprir. O partido fez saber que suspenderá imediatamente os implicados, enquanto continua a investigar o alcance da eventual fraude.

A formação fundada por Beppe Grillo, que apresenta uma estimativa de cerca de 28% dos votos, tem sido apanhada em diversas situações difíceis. Para além da questão agora levantada, descobriu-se há poucos dias que um candidato do partido paga apenas sete euros pelo aluguer da habitação pública que ocupa; pouco tempo depois, um candidato apresentou-se pelo partido, esquecendo-se que já estava com o Partido Democrático; e um advogado igualmente membro do partido esqueceu-se de declarar a sua participação na Maçonaria, conforme exigido pelo código de conduta da formação.

 






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