Morreu jovem de 17 anos com sarampo

A jovem de 17 anos que estava internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, com sarampo morreu na madrugada desta quarta-feira.

A jovem de 17 anos que estava internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, com sarampo morreu na madrugada desta quarta-feira devido a complicações respiratórias associadas à doença. A notícia foi confirmada por fonte hospital, segundo a agência Lusa.

De acordo com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a jovem morreu “na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo”. A adolescente tinha sido internada pela primeira vez no Hospital de Cascais Dr. José de Almeida e transferida durante o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC – Hospital Dona Estefânia.

O estado de saúde da jovem tinha-se agravado durante o dia de ontem e o Expresso Diário avançou ontem que a equipa médica não estaria a conseguir tratar com sucesso a pneumonia bilateral, complicação respiratória que advém da infeção do sarampo.

Desde janeiro, foram registados 23 casos de sarampo, dos quais 11 foram confirmados pelo Instituto Ricardo Jorge e os restantes estão ainda em investigação. O problema não é só português e há, em vários países europeus, um surto de sarampo, uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna, mas que pode desencadear complicações.

Nos quatro meses de 2017 já foram reportados mais de 500 casos, em pelo menos sete países da Europa, avança a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença pode, no entanto, ser prevenida através da vacinação que é gratuita em Portugal.

O número de casos existentes este ano leva a Direção-Geral de Saúde (DGS) a advertir “para a necessidade dos pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país”. O recomendado é que a primeira dose da vacina contra esta doença ocorra aos 12 meses.

A jovem de 17 anos não foi o único caso de internamento e estaria entre os seis casos de menores que deram entrada no Hospital de Cascais Dr. José de Almeida, com sarampo. O primeiro caso foi detetado numa criança de 13 meses, não vacinada, que foi internada no final de março, acabando por contagiar cinco funcionárias que tinham sido vacinadas.

[Notícia atualizada às 09h55]

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