Montenegro sobre Sócrates: “Ninguém está acima da lei”

O social-democrata defendeu, na TSF, que a acusação formalizada esta terça-feira mostra que todos são escrutinados e, possivelmente, responsabilizados.

O deputado e líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, fala aos jornalistas à chegada para o debate quinzenal na Assembleia da República, em Lisboa, 04 de outubro de 2017. MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Luís Montenegro defendeu que “ninguém está acima da lei”, num comentário à acusação do Ministério Público ao antigo primeiro-ministro José Sócrates, no programa “Almoços Grátis”, da TSF. Segundo a Procuradoria-Geral da República, Sócrates é acusado de ter recebido 24 milhões de euros dos Grupos Lena, Espírito Santo e Vale de Lobo, entre 2006 e 2009, altura em que exercia funções de primeiro-ministro.

“Não está só em causa a atuação de um antigo primeiro-ministro, está também a atuação de outras figuras de proa da vida nacional”, disse Luís Montenegro, à TSF. O social-democrata considera que a acusação formalizada esta terça-feira mostra que “todos são escrutinados e, possivelmente, responsabilizados” e altera a “perceção pública” da justiça portuguesa, provando que “ninguém está acima da lei”.

Montenegro comentou ainda as declarações do líder parlamentar do PS, Carlos César, sobre a lentidão da investigação da Operação Marquês, dizendo que “a investigação durou o tempo necessário” para tirar conclusões. “Foi um período longo”, que “não era desejo de ninguém: nem do sistema de justiça, nem das pessoas visadas, nem do próprio país”, disse, lembrando a complexidade do processo.

O Ministério Público deduziu formalmente a acusação contra 28 arguidos, 19 pessoas singulares e 9 pessoas coletivas, no âmbito da Operação Marquês. Entre os acusados estão José Sócrates, Ricardo Salgado e Carlos Santos Silva, de acordo com a nota enviada esta quarta-feira à comunicação social pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo a instituição liderada por Joana Marques Vidal, os factos investigados dos quais os arguidos são acusados, aconteceram durante um período de nove anos, entre 2006 e 2015. As 28 personalidades / organizações, “que exerciam funções públicas ou equiparadas”, violaram os deveres funcionais para conseguirem vantagens.

Veja aqui a lista completa de arguidos e aqui o que diz a acusação.





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