MNE critica medidas protecionistas dos EUA: “A decisão de Trump vai contra o que defendemos”

Em entrevista ao "Jornal de Negócios", o governante critica a decisão norte-americana de impor tarifas à importação de aço e alumínio e lamenta que ainda se acredite que o protecionismo pode compensar.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defende um comércio o mais livre possível com os Estados Unidos. Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, o governante critica a decisão norte-americana de impor tarifas à importação de aço e alumínio e lamenta que ainda se acredite que o protecionismo pode compensar.

“O que queremos é comércio o mais livre possível com os Estados Unidos, tal como consta das propostas e do trabalho que estava a ser alcançado no âmbito da negociação do TTIP. A nova administração norte-americana congelou as negociações, ficaram paralisadas. Esta decisão de [Donald] Trump vai no sentido ao que defendemos”, afirma Augusto Santos Silva.

O ministro nota que a União Europeia, como espaço económico, é “o mais aberto, o que mais pratica e beneficia do comércio livre”. As medidas protecionistas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem vindo a defender têm “um efeito nocivo para o crescimento mundial”, afirma o governante, e terá de ter uma resposta proporcionada para esta guerra comercial.

“Quero crer que esta pequena crise possa ser superada o mais depressa possível. Custa-me a compreender que no século XXI ainda estejamos a discutir se o protecionismo compensa, numa lógica mercantilista, que pertence ao século XVII”,




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