Ministério Público de Cabo Verde abre investigação ao caso do Novo Banco

o Ministério Público cabo-verdiano está a investigar suspeitas de "crimes de infidelidade e participação ilícita em negócios" no caso do Novo Banco de Cabo Verde, cuja resolução foi determinada em março, avança a Lusa.

A notícia é avançada pela Lusa e em causa estão suspeitas de “crimes de infidelidade e participação ilícita em negócios” no caso do Novo Banco de Cabo Verde, cuja Resolução foi determinada em março pelo supervisor bancário, Banco Central de Cabo Verde

“Da análise dos documentos disponíveis relativamente à situação financeira do Novo Banco (Cabo Verde) e que determinou a medida de resolução, resultaram factos suscetíveis de integrarem crimes de infidelidade e participação ilícita em negócios […] pelo que o Ministério Público ordenou a abertura de instrução”, informou a Procuradoria-Geral da República do país em comunicado citado pela Lusa.

“A instrução, que decorre na procuradoria da comarca da Praia, estará a cargo de uma equipa pluridisciplinar, integrada por dois procuradores da República, elementos da Polícia Judiciária e técnicos de outra entidade com conhecimentos especializados na matéria objeto de investigação”, adianta o MP, sem especificar a entidade, nem o prazo estabelecido para a conclusão da investigação.

O banco central cabo-verdiano (BCV) decretou, no início de março, a resolução e venda à Caixa Económica de Cabo Verde de parte da atividade do Novo Banco, uma instituição de capitais quase exclusivamente públicos, com cerca de 13.200 depositantes ativos e vocacionado para a economia social e o microcrédito.

A resolução do Novo Banco é um primeiro passo para a sua extinção administrativa que representará um prejuízo estimado em cerca de 16,3 milhões de euros para os cofres do Estado e deixará cerca de 60 trabalhadores no desemprego, avança a Lusa.

[atualiza com a correção da imagem e da referência ao Novo Banco português que em Cabo-Verde se chama Banco Internacional de Cabo Verde (BICV). Este processo refere-se a um banco cabo-verdiano que nada tem a ver com o Novo Banco português. Pelo equivoco pedimos desculpa] 



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