Metade da riqueza mundial está concentrada em apenas 1% da população

Cerca de metade da riqueza mundial é atualmente detida por apenas 1% da população, os “super-ricos” que em 2008, no auge da crise financeira, possuíam 42,5% da riqueza mundial e agora, em 2017, já têm 50,1%, aprofundando o fosso que os separa da restante população. Este aumento de percentagem da riqueza mundial concentrada nos “super-ricos” foi revelado hoje pelo Credit Suisse Research Institute, no âmbito da oitava edição do “Global Wealth Report”, um dos mais conceituados estudos sobre a distribuição de riqueza ao nível global.

De acordo com o estudo, a concentração de riqueza “nos 1% do topo” está a aumentar desde a crise de 2008, “superando o nível de 2000 em 2013 e alcançando novos picos a cada novo ano desde então.” Ou seja, “a desigualdade na repartição da riqueza global tem vindo a crescer no período pós-crise.” Por outro lado, o número de milionários (com riqueza superior a um milhão de dólares norte-americanos) também tem aumentado: no último ano registaram-se mais 2.343 (sete dos quais em Portugal), totalizando 36.050 no mundo inteiro (68 dos quais em Portugal). Os EUA são o país com mais milionários (15.356), seguindo-se a grande distância o Japão (2.693), ao passo que Portugal se queda na 35ª posição.

Os 36.050 milionários representam 0,7% da população adulta mundial e controlam 46% da riqueza mundial que, por sua vez, aumentou 6,4% no último ano, perfazendo um total de 280 mil milhões de dólares (mais 16,7 mil milhões em comparação com 2016). “Isto reflete ganhos generalizados nos mercados de ações, combinados com aumentos semelhantes em ativos não financeiros que, pela primeira vez neste ano, ultrapassaram o nível de 2007, antes da crise financeira,” lê-se no relatório. Na base da pirâmide, os 3,5 mil milhões de adultos mais pobres representam 70% da população mundial em idade ativa e dispõem somente de 2,7% da riqueza mundial.





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