Médicos podem vir a ter de justificar casos de idosos que tomam mais de cinco medicamentos

Medida é defendida na Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável, documento que estará em consulta pública a partir de terça-feira

O grupo de trabalho interministerial para a Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável quer que os médicos passem a justificar os casos de idosos que tomem mais do que cinco medicamentos. O documento defende que a prescrição ou toma de medicamentos deve ser limitada e deve ser criado um mecanismo de “alerta” para sinalizar os casos de polimedicação.

Pereira Miguel, coordenador do grupo de trabalho, lembra que “os medicamentos têm interações entre eles”, pelo que os profissionais de saúde devem estar atentos aos medicamentos que outros especialistas prescrevem para os seus doentes.

Para desenvolver políticas que melhorem a qualidade de vida das pessoas idosas, Pereira Miguel defende que deve ser fomentada a realização de avaliações regulares “com vista à deteção precoce de défices funcionais, défices psíquicos ou doenças crónicas a partir dos 50 anos”.

O documento, que será colocado em consulta pública esta terça-feira apela ainda à criação de um programa de vigilância da saúde das pessoas idosas, com acompanhamento dos idosos que recorrem mais às urgências ou que faltam sistematicamente a consultas. A medida deve envolver as autarquias, a PSP, a GNR, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, entre outras entidades.




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