Medicamento para epilepsia provocou mais de 2.000 malformações em França

Desde 1967, altura em que o fármaco Valproato começou a ser disponibilizado no país, foram registadas malformações congénitas e alterações no desenvolvimento precoce das crianças cujas mães tomaram o medicamento.

O medicamento para epilepsia e distúrbio bipolar Valproato provocou em França, nos últimos 50 anos, entre 2.150 a 4.100 malformações congénitas os bebés cujas mães foram tratadas com esse fármaco. A conclusão é da Agência do Medicamento francesa que já em 2016 havia alertado para a possibilidade de eventuais alterações no desenvolvimento precoce das crianças se o medicamento fosse tomado durante a gravidez.

No folheto que se faz acompanhar do Valproato pode ler-se: “Atenção – Valproato pode causar malformações congénitas e alterações no desenvolvimento precoce da criança se for tomado durante a gravidez. Se é uma mulher em idade fértil deve usar um método contraceptivo eficaz durante o seu tratamento. Informe imediatamente o seu médico se ficar grávida ou pensa que pode estar grávida”.

Agora um estudo feito pela Agência do Medicamento em França mostra que desde que o fármaco começou a ser disponibilizado no país, em 1967, até ao segundo semestre do ano passado, vários bebés de mulheres a quem foi administrado o medicamento vieram a sofrer de malformações.

Em comunicado, a empresa farmacêutica Sanofi indica que tem sido “totalmente transparente com as autoridades da saúde” e está “consciente da situação dolorosa enfrentada pelas famílias de crianças que apresentam dificuldades que podem estar relacionadas com o tratamento antiepiléptico da mãe durante a gravidez”.

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