Mário Soares: Parlamento expressa sentimento de “gratidão eterna”

Antigo Presidente da República foi recordado pelo seu “legado de coragem política” e homenageado com aplausos de pé por todos os partidos representados no Parlamento.

Foto cedida

A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira por unanimidade o voto de pesar pela morte de Mário Soares. O manifesto de “perda” e de “gratidão eterna” lido pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, motivou aplausos de pé entre todas as bancadas parlamentares.

“Se hoje Portugal se distingue na Europa e no Mundo pelo seu grau de coesão nacional, muito o deve ao contributo liderante de Mário Soares. O sentimento de perda é assim acompanhado por um sentimento de gratidão eterna”, refere o voto de pesar lido por Ferro Rodrigues.

Mário Soares foi recordado como “um dirigente influente da Internacional Socialista, que viria a contribuir, de forma relevante, para o sucesso da democratização portuguesa e da integração europeia de Portugal”, deixando um “legado de coragem política”, num percurso onde terá cometido também “alguns erros”.

“Cometeu erros, certamente, mas sempre entendeu a política democrática como uma atividade apaixonante, feita de vitórias mas também de derrotas, assente em escolhas claras e convicções fortes”, refere o voto de pesar.

“Mário Soares tinha a intuição dos grandes políticos e a visão dos grandes estadistas. Antecipava os grandes movimentos do seu tempo, e disso beneficiou o país, que assim melhor se posicionou perante os desafios da História”, assinalou Ferro Rodrigues.

O ex-líder do Partido Socialista foi depois homenageado com aplausos de pé por todos os partidos representados no Parlamento. Seguiu-se o cumprimento de um minuto de silêncio e o hino de Portugal, tocado por uma banda da GNR e entoado no Plenário pela maioria dos deputados.

A sessão evocativa do antigo Presidente da República contou também com a presença da família de Mário Soares nas galerias da Assembleia.

Mário Soares morreu este sábado, aos 92 anos, depois de a 13 de dezembro ter dado entrada no Hospital da Cruz Vermelha devido a complicações respiratórias.



Mais notícias