Mário Soares no Panteão merece “dúvidas, para não dizer reservas”, considera CDS-PP

Nuno Magalhães, líder parlamentar do partido, diz que o projeto-lei do PS e do PSD é feito à medida de Mário Soares. O fundador do PS é o único Presidente da democracia que já não se encontra vivo.

O projeto-lei do PS e do PSD que concede honras de Panteão Nacional a todos os ex-Presidentes da República dois anos após a sua morte merece “dúvidas, para não dizer reservas” do CDS-PP.

Intervindo esta manhã no Fórum da TSF, Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS-PP, disse que estas honras deveriam ser, como atualmente, determinadas pela “relevância dos feitos em nome de Portugal que certa individualidade fez”, e não em função do “cargo que desempenhou”. Está a criar-se um “privilégio para os chefes de Estado”, disse Nuno Magalhães.

Para o deputado do CDS, o projeto, apesar de estar desenhado para ex-Presidentes falecidos, visa no entanto apenas um “caso concreto”, o de Mário Soares – ou seja, é uma lei “feita à medida”. Mas isso é apenas porque Mário Soares é o único Presidente da era da democracia que já morreu, sendo que o projeto-lei não prevê, que se saiba, qualquer exceção.

De qualquer modo, para Nuno Magalhães, “não está em causa a pessoa de Mário Soares, que, indiscutivelmente, teve um percurso marcante e relevante nos últimos 50 anos da história de Portugal (nas coisas boas e nas coisas más); está, sim, em causa o princípio”, justificou.

A questão dos portugueses que devem dar entrada no Panteão Nacional tem levantado as mais diversas polémicas e nunca consegue ser consensual – com algumas exceções. De qualquer modo, e sendo o projeto-lei apresentado pelo PS e pelo PSD, a sua aceitação não está em causa.




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