Mário Centeno acredita que Programa de Estabilidade vai ser bem acolhido por Bruxelas

Ministro das Finanças garante que embora o governo esteja empenhado em cumprir as metas, não vai além das exigências de Bruxelas.

Cristina Bernardo

O ministro das Finanças, Mário Centeno, não tem dúvidas que o Programa de Estabilidade, aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros, “não terá nenhuma dificuldade em ser acolhido” por Bruxelas, salientando os critérios utilizados.

“A minha expectativa é de que este programa, com o grau de rigor que foi desenhado, não terá nenhuma dificuldade em ser acolhido pela Comissão Europeia [uma vez que] cumpre todas as regras e todos os critérios”, disse Mário Centeno, na conferência de imprensa, após a reunião, citado pela Lusa.

Centeno espera que o Programa de Estabilidade resulte numa melhoria do saldo orçamental “em termos estruturais situando-se, sem medidas one-off [temporárias], em 2021 num valor positivo de 0,9%”.

O ministro garantiu que embora o executivo socialista esteja empenhado em cumprir as metas da Comissão Europeia, não vai além do necessário.

“Não vamos além de Bruxelas, tal como já não fomos em 2016. O défice orçamental de 2016 cumpre quase milimetricamente o compromisso que tínhamos proposto em fevereiro de 2016”, explicou Mário Centeno.

O Governo reviu em alta a estimativa do crescimento da economia portuguesa para 1,8% face aos 1,5%, anunciados em outubro do ano passado, na apresentação do Orçamento de Estado de 2017. O executivo prevê ainda que o défice orçamental caia para 1,5%, em vez dos 1,6% anunciados anteriormente.

“A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 é de 1,8% e, tal como no Programa de Estabilidade do ano passado, haverá uma aceleração gradual deste crescimento ao longo do horizonte do Programa, até 2,2% em 2021”, afirma o ministro.

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