Março: mês de greves e protestos para assinalar no calendário

A partir do próximo dia 13, professores e enfermeiros vão começar a entrar em greves. Seguem-se os enfermeiros e os médicos, já em abril.

Professores durante a greve e concentração de professores junto à Assembleia da República, em protesto pelo descongelamento "justo" das progressões, recuperação dos anos de congelamento e contagem integral do tempo de serviço prestado pelos docentes, convocada pela FENPROF, FNE e Frente Sindical de Docentes, em Lisboa, 15 de novembro de 2017. JOÃO RELVAS/LUSA

Os professores vão estar em greve entre 13 e 16 de março. O protesto decorrerá faseadamente, por regiões e é convocado por 10 estruturas sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Também os professores do ensino superior já admitem greves. A vinculação de precários, emprego científico e progressões salariais geram caminho “cada vez mais incisivo” de contestação.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) decidiu, igualmente, manter a greve agendada para 22 e 23 de março por considerar que o agendamento de reuniões com a tutela não é garantia suficiente de cumprimento das suas exigências.

“A Direção Nacional do SEP, face aos dados em cima da mesa, decidiu manter a greve”, disse à Lusa a presidente deste sindicato, Guadalupe Simões, que insistiu que só a concretização dos compromissos assumidos pela tutela pode desconvocar a greve.

Já a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) decidiu realizar uma greve nacional a 10, 11 e 12 de abril, para a qual procurará o envolvimento de todas as associações médicas, disse à agência Lusa fonte da estrutura. Está também prevista uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, a 10 de abril.




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