Mais 30%. Cristiano Ronaldo impulsiona ações da Juventus

Só nos últimos dias, foram transacionados 45 milhões de euros em títulos do clube italiano por dia, a maior subida desde março de 2017. Dados foram recolhidos pela corretora Activotrade.

Nos últimos dias, desde que surgiram os primeiros rumores da transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus, as ações do clube italiano dispararam, chegando a subir em Bolsa cerca de 30%. A análise realizada pela corretora Activotrade – empresa especializada em serviços de negociação on-line e no investimento em mercados financeiros – revela, ainda, que o volume de negociação chegou a atingir as 53.000.000 ações negociadas apenas num dia (6 de julho), e isto quando a média em junho correspondia a menos de 1.000.000 ações negociadas por dia.

Os dados recolhidos pela corretora mostram que, só nos últimos dias, foram transacionados 45 milhões de euros em títulos do clube italiano por dia, a maior subida desde março de 2017, altura em que as ações da Juventus triplicaram de valor com a qualificação da equipa para a final da Champions.

Relativamente ao montante da transferência, 105 milhões de euros, destaque-se que representa aproximadamente 11% do valor contabilístico do clube e metade dos ativos correntes da Juventus, que rondam, atualmente, os 266 milhões de euros (referência aos bens e direitos que podem ser convertidos em dinheiro a curto prazo). Já no que se refere ao retorno em termos financeiros, a Activotrade estima que a Juventus venha a obter – através de patrocínios, digressões ao estrangeiro, merchandising e outro tipo de eventos – entre 300 a 400 milhões de euros. A título de exemplo, refira-se que, apenas em 2016, Ronaldo gerou à Nike cerca de 430 milhões de euros.

Confirmação da contratação “baixa” movimentações na Bolsa

Após sucessivas subidas, a confirmação da contratação do jogador português fez com que as ações da Juventus corrigissem em Bolsa, movimento a que a Activotrade assiste com frequência nos mercados financeiros e que se deve a um comportamento emocional dos investidores – “comprar no rumor, vender na notícia”. A análise realizada pela corretora demonstra, ainda, que as ações da FIAT, que é detida, também, pelos donos da Juventus (a holding Exor), tem estado a corrigir com o anúncio de greve dos trabalhadores, protesto contra o investimento realizado pela Exor na contratação do internacional português.




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