Maioria dos cabo-verdianos é contra isenção de vistos a europeus

Mais de metade da população cabo-verdiana desaprova a intenção do Governo em conceder a isenção de visto aos titulares de passaportes da União Europeia, revelou um estudo da Afrosondagem sobre a qualidade da democracia e governação.

Segundo os resultados desse estudo apresentados hoje, na Cidade da Praia, referentes ao ano de 2017, 55% dos inquiridos são contra essa medida que o Governo pretende implementar para impulsionar o sector do turismo em Cabo Verde.

Por outro lado, 31% aprovam a medida e 10% não declararam uma posição formada por falta de informações precisas sobre o assunto.

Os que desaprovam a medida justificam-na com o facto de a isenção de visto causar efeitos negativos como aumento da taxa de criminalidade (33%), aumento da ameaça de terrorismo (23,5%), aumento da prostituição e uso de drogas (20%) e perda de receita para o Estado (16%).

Segundo o director-geral da Afrosondagem, os aspectos negativos acabam por superar os efeitos positivos apontados como a dinamização da economia, dinamização do crescimento do turismo, gerando mais oportunidades de emprego e negócios, tornando Cabo Verde um destino turístico mais conhecido, impulsionando o desenvolvimento local e o crescimento econômico.

O estudo sobre a qualidade da democracia e da governação indicou que a maioria dos cabo-verdianos estão insatisfeitos com a governação do país e com o funcionamento da democracia.

Foram analisados ainda outros aspectos relacionados nomeadamente com insegurança, com as condições de vida das pessoas e económicas do país e com a agenda política nacional, particularmente a regionalização.

Foi constatado que a regionalização permanece um tema desconhecido por grande parte dos cabo-verdianos e que a percepção de insegurança vem diminuindo ao longo dos anos, mas mesmo assim continua num grau elevado.

O inquérito foi realizado entre 20 de Novembro e 05 de Dezembro de 2017 nas ilhas de Santo Antão, Santiago, São Vicente e Fogo. Cerca de 1200 pessoas foram entrevistadas com a média de idade a oscilar entre 18 anos e mais. O estudo teve um intervalo de confiança de 95% e um a margem de erro de 3%.




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