Maior banco japonês arruma as mala e ruma a Amesterdão antes do Brexit

Embora ainda sem confirmação oficial, Amesterdão parece ser a escolha do credor japonês na feroz competição entre as capitais europeias. A decisão contraria a escolha dos principais rivais japoneses da MUFG, que escolheram Frankfurt para continuar a atuar no mercado único.

Luke MacGregor/Reuters

O maior banco do Japão, Mitsubishi UFJ Financial Group, ainda está a deliberar para onde irá deslocar as suas operações bancárias de investimento antes da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), mas ao que parece já há uma favorita na lista de escolhas possíveis: Amesterdão. A concretizar-se a decisão, a instituição financeira será a primeira a escolher a capital da Holanda para realojar mais de uma centena de empregos e assegurar as suas operações na UE.

O anúncio terá sido feito por dois trabalhadores da empresa ao jornal britânico ‘Financial Times’ e reflete as preocupações dos bancos mundiais com as consequências imprevisíveis do Brexit. Perante a possibilidade de perder os seus direitos de passaporte para vender serviços bancários de Londres para o resto da Europa, o Mitsubishi UFJ Financial Group, tal como outros bancos à escala mundial, está a estudar a transferência dos seus serviços financeiros para um dos hubs financeiros do bloco europeu.

Embora ainda sem confirmação oficial, Amesterdão parece ser a escolha do credor japonês na feroz competição entre as capitais europeias. Atualmente o Mitsubishi UFJ Financial Group de Londres emprega cerca de 2.100 pessoas, mas numa primeira fase seriam apenas transferidos uma centena de empregos para a Holanda.

Os principais rivais japoneses da MUFG, incluindo Nomura, Daiwa e Sumitomo Mitsui Financial, já anunciaram planos para estender a sua atividade para Frankfurt, que até agora lidera na lista de cidades europeias favoritas. A cidade que alberga o Banco Central Europeu (BCE), pode vir a receber cerca de 10.000 novos empregos na banca e mais de 20.000 lugares em serviços financeiros, com a transferência dos bancos que querem continuar a aceder ao mercado único.

A favorecer a escolha da capital holandesa está a eficiente rede de transportes públicos, que está a ser melhorada com um serviço de transporte de alta velocidade. Em sentido contrário, a estipulação de um limite máximo aos bónus sobre o salário fixo estão a afastar os investidores.

A proposta ainda não está fechada e fonte próxima das negociações lembra ao jornal que outras possibilidades estão ainda em aberto.




Mais notícias