Macron e Phillipe entregam pastas económicas aos conservadores

Novo executivo francês está em linha com as diretivas da União Europeia e dá mostras de que, como muitos esperavam, não ser de direita nem de esquerda é uma impossibilidade.

Reuters

O conhecimento dos nomes que vão acompanhar, como governo, o presidente francês, Emmanuel Macron, vai dando razão a quem afirmava que o novo inquilino do Palácio do Eliseu iria apostar mais na direita que no centro-esquerda – o que de alguma forma vai contra (Jean-Luc Mélenchon sempre o afirmara) a equidistância partidária que, enquanto candidato, Macron alardeava.

A pasta da Economia – uma das mais importantes, uma vez que estará no centro do turbilhão político que necessariamente vai formar-se quando o governo insistir nas reforças (nomeadamente das Leis do Trabalho) que a União Europeia quer ver implantadas – foi entregue a um ex-ministro da Agricultura de Nicolas Salkozy, Bruno Le Maire, que foi também secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

Le Maire chegou a pretender ser candidato de Os Republicanos às últimas presidenciais – esteve nas primárias que seriam ganhas por François Fillon – e é tido como um liberal alinhado com a Europa e com as reformas que vinculam a União Europeia às restrições dos tratados.

Muriel Pénicaud, a nova ministra do Trabalho, também estará em foco pelas mesmas razões internas. Aos 62 anos, é uma profunda conhecedora do ministério que vai liderar e acumula uma vasta experiência tanto no setor público como no setor privado. Resta saber qual será a resposta dos sindicatos à sua nomeação.

Gerald Darmanin, um conservador, mais um, de 34 anos, foi o escolhido por Macron e pelo primeiro-ministro Edouard Phillipe para o ministério da Acção e das Contas Públicas. Autarca, como o primeiro-ministro, é também uma ‘repescagem’ do partido de Sarkozy, que aparentemente serviu para Macron ‘capturar’ parte do seu novo gabinete. Orçamento, e Segurança Social são algumas das pastas que ficam sob a sua alçada.

A lista é completada por Gérard Collomb (Interior); Nicolas Hulot (Ecologia e Solidairiedade); François Bayrou (Justiça); Sylvie Goulard (Exército); Jean-Yves Le Drian (Negócios Estrangeiros); Richard Ferrand (Coesão Territorial); Laura Flessel (Desportos); Marielle de Sarnez (ministra delegada dos assuntos europeus); Agnès Buzyn (Saúde); Françoise Nyssen (Cultura); Jean-Michel Blanquer (Educação); Jacques Mézard (Agricultura); Frédérique Vidal (Ensino Superior, Investigação e Inovação); Annick Girardin (Mar); Élisabeth Borne (Transição Ecológica.

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