Lucros dos CTT caem 44% para 17,7 milhões de euros no primeiro semestre

Apesar de ter aumentado os preços em abril, a empresa liderada por Francisco de Lacerda continua a ser penalizada pela diminuição no negócio de correio.

Rafael Marchante/Reuters

O resultado líquido consolidado dos CTT caiu 44% para 17,7 milhões de euros, no primeiro semestre do ano face ao mesmo período do ano passado. O valor correspondente por ação deverá ser de 0,12 euros, segundo informações enviadas esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A pesar nas contas dos CTT está a tendência de descida no negócio de correio. Entre janeiro e junho, a empresa liderada por Francisco de Lacerda registou um lucro de 270 milhões de euros no setor, menos 0,8% face que no período homólogo, apesar de ter subido os preços em abril.

Em sentido contrário, o setor de expresso e encomendadas aumentou 4,8% para 62,8 milhões de euros, enquanto os resultados dos serviços financeiros cresceram 1,8% para 32,8 milhões de euros.

A atividade operacional gerou um EBITDA – juros, impostos, depreciação e amortização – de 52,6 milhões de euros, o que significa uma queda de 15,8% face ao mesmo período de 2016.

“O EBITDA recorrente está afetado fundamentalmente pela perda das receitas da Altice (5 M€), pela evolução do tráfego de correio endereçado, pela aquisição da Transporta, sem que estejam concluídas as respetivas integração e reestruturação atualmente em curso, e pela fase de evolução do Banco CTT ainda com impacto negativo acumulado nas contas consolidadas”, explica o comunicado dos CTT.

Os gastos financeiros incorridos ascenderam a 2,7 milhões de euros “incorporando maioritariamente os gastos financeiros correspondentes ao efeito financeiro no montante de 2,6 milhões de euros associado ao desconto dos benefícios aos empregados e também, com pouco significado, os juros associados a operações de leasing financeiro e de empréstimos bancários (0,07 milhões de euros)”.

Os juros e rendimentos financeiros recuaram 38,4% em relação ao primeiro semestre de 2016, “devido às reduzidas taxas de remuneração dos depósitos a prazo, à redução dos níveis de liquidez resultante do investimento no Banco CTT e à manutenção de uma política conservadora de aplicação da liquidez”, acrescenta a empresa.






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