Lucros da Sonae Sierra caíram 4,2% até março

A Sonae Sierra registou um decréscimo de 4,2% nos resultados líquidos nos primeiros três meses do ano.

Sonae

Entre janeiro  e março de 2017, a Sonae Sierra obteve um lucro de 15,9 milhões de euros,  que comparam com os 16,6 milhões de euros registados em igual período do ano passado.

Segundo os responsáveis da Sonae Sierra, este decréscimo “deveu-se, sobretudo, às alienações parciais realizadas em 2016 dos centros comerciais Loop5 (Alemanha), Luz del Tajo (Espanha), AlgarveShopping e Estação Viana Shopping (Portugal) e à redução da participação no Sierra Portugal Fund, em parte compensadas pela abertura do centro comercial ParkLake (Roménia) em setembro de 2016”.

Em comunicado distribuído hoje à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Sonae Sierra destaca que “prosseguiu com sucesso a sua estratégia de reciclagem de capital”, referindo que o Iberia Coop, um fundo no qual a Sonae Sierra detém uma participação de 10%, adquiriu dois ativos em Portugal – o Albufeira Retail Park e o hipermercado Continente do AlgarveShopping.

Por seu turno, a Socimi ORES, um veículo de investimento imobiliário participado pelo Bankinter e pela Sonae Sierra, iniciou o processo de aquisição de ativos.

As vendas dos lojistas do portefólio registaram nos primeiros três meses de 2017 uma variação homóloga de 4%, tendo atingido um crescimento de 4,6% no Brasil, excluindo as variações cambiais”, avança o referido comunicado da Sonae Sierra, acrescentando que, na Europa, as vendas subiram 3,8%, tendo a Roménia registado um crescimento importante devido à abertura do ParkLake.

“Em Portugal, as vendas dos lojistas cresceram 3,9% e em Espanha 0,4%. Este desempenho reflete uma tendência positiva generalizada no portefólio europeu, apesar de a Páscoa se ter celebrado em abril e não no primeiro trimestre do ano, como aconteceu em 2016”, realça o comunicado da Sonae Sierra.

A taxa de ocupação do portefólio subiu para os 96,3%, que compara positivamente com os 95% registados no período homólogo transacto.

Na Europa, esta taxa subiu para 97%, tendo melhorado também no Brasil.

As rendas de lojistas subiram 7,8% na Europa, impulsionadas pela abertura do ParkLake, na Roménia.

Numa base comparável as rendas aumentaram 2,8%, “significativamente acima da taxa média de inflação na Europa”.

Já no Brasil, as rendas subiram 4,7%, ligeiramente abaixo da taxa de inflação local registada no trimestre.

Nos primeiros três meses do ano, a Sonae Sierra apresentou um resultado direto de 15,1 milhões de euros , representando um aumento homólogo de 2%.

“Este crescimento resulta de um maior EBIT registado no portefólio europeu, e a melhores resultados financeiros. O EBIT total atingiu os 25 milhões de euros, ligeiramente abaixo dos 25,4 milhões de euros registados em igual período do ano passado, já que as transações ocorridas em 2016 foram quase totalmente compensadas pela abertura do Parklake (Roménia)”, adianta o comunicado da Sonae Sierra.

De acordo com o CEO da Sonae Sierra, Fernando Guedes de Oliveira, “o aumento das vendas dos lojistas, das rendas e das taxas de ocupação nos primeiros três meses do ano reflete uma gestão bem-sucedida e a qualidade dos centros comerciais da empresa”.

“Os centros em desenvolvimento estão a progredir a bom ritmo e a estratégia de reciclagem de capital continua a impulsionar novas oportunidades de crescimento, incluindo as primeiras aquisições da Socimi ORES”, sublinhou o CEO da Sonae Sierra.

A Socimi ORES adquiriu duas lojas da cadeia de artigos desportivos Forum Sport em Espanha, no Retail Park Artea (Bilbau) e no Retail Park Galaria (Pamplona).

Segundo a Sonae Sierra, a ORES pretende investir cerca de 400 milhões de euros em ativos comerciais (não residenciais) em boas localizações, maioritariamente nas principais cidades de Espanha e de Portugal, garantindo que o principal foco de investimento serão hipermercados e supermercados, ‘retail parks’ e comércio de rua em localizações privilegiadas.

Por seu turno, a Sonae Sierra está atualmente a desenvolver dois centros comerciais, um em Marrocos, outro na Colômbia, um ‘designer outlet’ em Espanha, bem como a prossecução de diversos projetos de expansão de centros em operação em Portugal e Espanha.

“O Jardín Plaza, em Cúcuta (Colômbia) e o Centro Comercial Zenata (Marrocos) avançam a bom ritmo. O projeto em Cúcuta compreende 43.000 metros quadrados de ABL [área bruta locável] e tem inauguração prevista para 2018”, esclarece o comunicado da empresa.

Já os trabalhos de construção do McArthurGlen Designer Outlet Málaga (Espanha) vão começar no segundo trimestre deste ano.

“Esta parceria entre a McArthurGlen e a Sonae Sierra representa um investimento de 115 milhões de euros e criará 30.000 metros quadrados de oferta comercial. Com abertura prevista para 2018, irá colocar à disposição dos visitantes uma oferta de mais de 170 marcas, incluindo algumas das mais procuradas marcas de luxo, contando ainda com cadeias internacionais e lojas locais”, revela o comunicado da Sonae Sierra.

A Sonae Sierra tem também em curso várias expansões em centros, já em operação, em Espanha e em Portugal, nomeadamente no NorteShopping e no Centro Comercial Colombo.

Na área de prestação de serviços e durante os primeiros três meses de 2017, foram assinados 31 novos contratos de serviços de desenvolvimento e um novo contrato de gestão de centros comerciais para terceiros.

A Sonae Sierra calcula o seu NAV (Net Asset Value) com base nas normas publicadas em 2007 pelo INREV (European Association for Investors in Non-Listed Real Estate Vehicles). Com base nesta metodologia, em 31 de março de 2017, o NAV da Sonae Sierra atingiu os 1.441 milhões de euros.

“Este valor representa um aumento de 1,6% em comparação com o valor de 1.418 milhões de euros apurado em 31 de dezembro de 2016. O aumento do NAV foi influenciado pelo resultado líquido e pela variação positiva das taxas de câmbio do real brasileiro”, explica o comunicado da empresa.

A Sonae Sierra salienta ainda que manteve a sua estratégia conservadora e equilibrada de financiamento de longo prazo e de cobertura de risco de taxa de juro. A dívida de longo prazo da Empresa tem uma maturidade média de 4,2 anos, sendo que 40% está abrangida por instrumentos de cobertura de taxa de juro.

 

O custo médio da dívida da Sonae Sierra é atualmente de 3,9%, ligeiramente abaixo dos 4,1% registados em 2016. Excluindo o Brasil, o custo médio da sua dívida na Europa é de 2,9%.

Os rácios financeiros continuam a evidenciar uma gestão prudente e a solidez financeira do balanço da Empresa.

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