Lucros da Emirates afundam 71% para 615 milhões de euros em “ano turbulento”

A companhia aérea caracteriza registou um aumento ligeiro nas receitas, mas a imigração, a segurança e as questões políticas em vários países penalizaram a rentabilidade.

REUTERS/Louis Nastro

O grupo Emirates, que opera a maior companhia aérea do Médio Oriente, anunciou que os lucros caíram 71%, nos 12 meses até ao final de março, para 615 milhões de euros, apesar de um ligeiro aumento nas receitas.

Segundo o relatório divulgado hoje, as receitas subiram para 23 mil milhões de euros. No entanto, os lucros foram afetados por vários fatores, e, pelo que a companhia chama de um “ano turbulento”. Uma acentuada preocupação com as questões de imigração, ataques terroristas em várias cidades europeias, tentativa de golpe militar na Turquia e o Brexit foram as principais razões que afetaram negativamente a rentabilidade da companhia aérea.

Este ano, a Emirates reduziu em um quinto os voos para os Estados Unidos, devido a uma queda na procura das rotas para esse país, devido às medidas de segurança mais apertadas, e também pelas várias tentativas da administração de Donald Trump em proibir viagens de pessoas com nacionalidades de sete nações maioritariamente muçulmanas.

O relatório adianta ainda ainda que foram transportados 56,1 milhões de passageiros, um novo recorde.



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