Lucros da Corticeira Amorim sobem 23,7% no primeiro trimestre

Resultados líquidos de 17,2 milhões de euros entre janeiro e março ficaram acima das expetativas e foram vistos com otimismo pelos analistas do Haitong e do CaixaBI.

A Corticeira Amorim aumentou os lucros em 23,7% para 17,2 milhões de euros nos primeiros três meses do ano face ao trimestre anterior, segundo dados comunicados esta manhã à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Os resultados ficaram acima das expetativas e foram vistos com otimismo pelos analistas do Haitong e do CaixaBI.

“Este resultado favorável é suportado por um crescimento assinalável das vendas, que ascenderam a 171,7 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 9,6% face a igual período do ano anterior (156,7 milhões de euros), beneficiando de mais dois dias de trabalho que o primeiro trimestre de 2016”, referiu a empresa liderada por António Rios de Amorim.

O EBITDA – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – cresceu 21,6% para 33,6 milhões de euros. Segundo a Corticeira Amorim, o desempenho resultou numa melhoria do rácio de EBITDA sobre as vendas, que passou de 17,6% para os 19,5%, um crescimento “maioritariamente baseado no aumento de vendas e em ganhos na margem bruta”.

Os analistas do CaixaBI ressalvaram que “os resultados trimestrais da Corticeira Amorim foram fortes”, acrescentando que “a empresa continua a apresentar crescimentos significativos de vendas e de rentabilidade trimestre após trimestre, gerando elevados cash flows e conseguindo bater as nossas expetativas positivas mais uma vez”. Assim, o CaixaBI considera que o “conjunto de resultados deverá ter um impacto positivo de curto prazo no título”.

Da mesma forma, os analistas do Haitong consideram que a Corticeira Amorim “continuará a beneficiar de um momento positivo enquanto continua a ganhar quota no mercado das rolhas de cortiça, especialmente no segmento premium”. O banco de investimento sublinha ainda que que a empresa está a crescer na área de novas aplicações para a cortiça, reiterando a recomendação de compra das ações.





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