Louboutin paga 10 euros a índios maias para vender sacos a 1.360

Os bordados comprados diretamente às bordadeiras maias foram vendidos por um preço sete vezes superior ao inicial, sendo que às carteiras foram aplicadas várias pedras preciosas.

Quatro bordadeiras de uma região tipicamente maia trabalharam durante três meses para o designer francês Christian Louboutin, numa coleção que vem realçar os produtos mais típicos da civilização milenar há muito extinta, mas com um legado forte que se perpetua até aos dias de hoje. No entanto, se a ideia era amplificar a cultura maia, os salários pagos a quem se dedicou ao fabrico das peças não acompanharam a iniciativa e ficaram por uma “meia dúzia de tostões”.

Por dois mil bordados feitos para o designer, as bordadeiras terão recebido 200 pesos (9,73 euros), sendo que as peças foram postas à venda por 28 mil pesos (1.362,80 euros). Contas feitas, os bordados comprados diretamente às bordadeiras locais foram vendidos por um preço sete vezes superior ao inicial, sendo que às carteiras foram aplicadas várias pedras preciosas.

“Quando artesanato e a moda se juntam o desenho ganha e dá como resultado produtos que se tornam objeto de desejo e despertam o orgulho pela cultura, pelas raízes e pelas tradições de um país”, conta Cituk Tzec, uma das artesãs responsável pelos bordados da coleção de Christian Louboutin.

Contudo, Cituk Tzec agradece a Deus pela oportunidade de ter trabalhado para um designer de renome e poder ter dinheiro para poder suportar as suas necessidades financeiras. “Pagámos 200 pesos por bordado e cobraram um bom dinheiro pelas peças. Graças a Deus tinha trabalho”, afirma.

 



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