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Lone Star garante não desmantelar Novo Banco

A reestruturação dos ativos que compõem o side-bank, cujo valor no balanço é de 9 mil milhões de euros, é uma exigência europeia.

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“A Lone Star Funds quer ficar com o Novo Banco o tempo que for preciso para que se torne um banco sustentadamente rentável e lucrativo e focado no seu papel de parceiro das empresas portuguesas”, revelou ao Jornal Económico fonte conhecedora da proposta dos norte-americanos.

A mesma fonte garante que a Lone Star, não vai de maneira nenhuma “desmantelar o Novo Banco, vai sim fazer um forte investimento no banco e revitalizá-lo demore isso o tempo que demorar”. Pelo que pode dizer-se que é uma proposta de longo prazo. Embora nada tenha sido referido sobre um eventual lock-up period (periodo de indisponibilidade das ações) na proposta.

A Lone Star, segundo as nossas fontes, diz que está disponível para encontrar uma solução com o Banco de Portugal (BdP) e com o Governo para os activos que estão no chamado side-bank (activos problemáticos). Solução essa “que seja aceitável para todas as partes e que minimize o custo para os contribuintes portugueses”. Segundo revelou fonte conhecedora do processo o Lone Star pode retirar a exigência da garantia do Estado à desvalorização dos ativos do side-bank, desde que haja uma solução que seja benéfica para todos, incluindo para o próprio fundo, que tem de dar um retorno aos investidores. Os fundos de private equity procuram normalmente investimentos que possam dar retorno aos seus investidores na ordem dos 20% a 30% (no longo prazo).

O ministro das Finanças disse em entrevista ao DN/TSF que “não pode haver uma garantia de Estado para suportar negócios privados” e garante que colocar “o dinheiro dos contribuintes em risco não está perspetivado neste negócio”.

Também o BdP disse no seu comunicado esta semana que elege a da Lone Star como a melhor proposta financeira e económica para o Novo Banco, mas que esta apresenta condicionantes, “nomeadamente um potencial impacto nas contas públicas, que se procurarão minimizar ou remover no aprofundamento das negociações que agora se inicia”. Em resposta, o Ministério das Finanças disse em comunicado que “este processo de venda a investidores privados deve assegurar que não existirá impacto nas contas públicas ou encargos para os contribuintes”.

Segundo a RTP, a proposta da Lone Star inclui uma garantia do Estado para a desvalorização dos ativos do side-bank, mas admite uma contra-garantia de outra entidade. Para além de se comprometer com dar dividendos futuros do Novo Banco e com parte da receita de uma eventual venda do banco no futuro, ao Fundo de Resolução ou ao Estado.

O valor dessa garantia ronda os 1,8 mil milhões (para estimativa de desvalorização de 20% do side-bank) a 2,7 mil milhões, para desvalorização dos ativos na ordem dos 30%.

O Lone Star quer revitalizar o Novo Banco e admite gerir os ativos do side-bank, ora reestruturando, ora vendendo ativos. Recorde-se que o side-bank foi criado com os ativos que têm de ser vendidos. Esse é aliás um compromisso europeu.

Em março do ano passado, foi criado com 17 mil milhões de ativos a vender, dos quais 11 mil milhões até 2020. Neste momento o side-bank tem um valor no balanço do Novo Banco de 9 mil milhões de euros.

Norte-americanos dizem que querem apoiar reestruturação
A Lone Star Funds emitiu ontem um comunicado em nome de Oliver Brahin, presidente da empresa para a Europa, no seguimento da nomeação pelo Banco de Portugal como a candidata mais bem colocada (preferred bidder) para a aquisição do Novo Banco. “Vamos continuar a trabalhar incansavelmente com o Banco de Portugal, o Fundo de Resolução e o governo português para assegurar um acordo final para apoiar a reestruturação do Novo Banco, para um benefício de longo prazo dos seus clientes, colaboradores, credores e da economia portuguesa em geral.”, diz a nota.

“Estamos muito otimistas sobre Portugal e sobre o futuro da economia do país e procuraremos disponibilizar o capital, recursos e os conhecimentos necessários para garantir que o Novo Banco continue a ser um pilar forte do sistema bancário português, com especial enfoque no mercado interno.”, refere a Lone Star.
“Reconhecemos que o Novo Banco tem um enorme potencial por explorar, pelo que iremos investir no Banco – no seu negócio e nas suas pessoas – e aplicar a experiência que temos no fortalecimento de bancos em toda a Europa para o posicionar para um futuro de sucesso”, admitiu.

“Compreendemos a importância de dar os passos necessários, em parceria com todos os stakeholders do Novo Banco, para ajudar a restabelecer a saúde financeira da instituição, numa perspectiva de longo prazo. Conhecemos bem Portugal e a região da Península Ibérica, onde já investimos em empresas, ativos e carteiras de crédito valorizadas em mais de 7 mil milhões de euros, tendo também aberto um escritório”, adiantou.
A Lone Star foi assessorada pelos advogados da ABBC e pelo banco Rothschild.

  • Vlad Tepes

    Desde que não nacionalizem a chafarica do Novobanco para criarem 10 milhões de Lesados … por mim até o podem oferecer ao Fundo Lone Star.
    Só não lhes podem é dar 2,5 mil milhões de garantias do Estado.

  • rui

    O “centeninho” disse:
    “…não está perspectivado garantias do estado”

    É a típica resposta “nim”, e como em tantas vezes já se viu, o que não está perspectivado muitas vezes acontece mesmo

  • Lucinda

    E eu garanto que amanhã vou à missa. (Depois, logo se vê..)

  • NovoNick

    [Mais um] Excelente texto da MTA. Garantia o Estado não poderá prestar porque a opinião pública não o permite, mas se o Coelho dos corruptos passos e a Maria Luis almofada mas de diamantes e só dela Albuquerque perdoaram a dívida de três mil milhões aos corruptores angolanos e o Vitor moratória Gaspar transferiu o lixo tóxico do BPN para as parvalhadas pelo book-value com as autoridades judiciais a fingirem nada ter acontecido, a geringonça poderá certamente fazer uma oferta ao dobro do market-value por parte dos activos do side-bank através dum qualquer veículo criado para limpar activos problemáticos, até pode ser através do banha parvalhada do moratória Gaspar. Os caranguejolas deficientes cognitivos compreenderiam que a cesta quo diabo está a fazer se escreve com c não com s, e que serve para reunir todas as laranjas podres num único local, mas seria um efeito secundário com o qual os portugueses viveriam tranquilamente e sem qualquer sobressalto.

    • Claríssimo

      Mais um atrasado mental, neste caso de esquerda, que faz comentários como uma forma de terapia à sua senilidade . Quando esta velharia deixar de existir, Portugal será, estou certo, um país mais limpo.

      • NovoNick

        Já sabe que pode contar comigo como garante de que a sua estadia junto ao Adolf, ao Benito e ao António é permanente, por oposição à sua estadia temporária conseguida através do consumo de álcool e linhas de branca do Coelho dos corruptos passos.

  • Zébastos

    GANIR ATÉ CAIRRRRRRRRRR

  • E. Macedo (Bispo)

    Garantias vindas de ladrões abutres.

    Valem ZERO.