Liga dos Campeões: Ser rico assegura a vitória?

O futebol é também um jogo de números? Os clubes que fazem mais dinheiro são os que somam mais vitórias?

REUTERS/Juan Medina

É fácil assumir que quem tem dinheiro tem mais oportunidades, e, consequentemente, melhor cargos, vida mais estável, ou mais vitórias, quer seja dentro do campo como fora.

No futebol, a falácia é a mesma, embora seja óbvio que os níveis económicos estão ligados a um maior envolvimento dos fãs, maior atenção dos media (que acaba por se traduzir no aumento do investimento e da receita), há exemplo que mostram que a economia nem sempre ganha dentro das linhas do campo.

Em termos de receita através da venda de bilhetes para os jogos, os três grandes clubes (Real Madrid, Barcelona e Bayern) estão claramente em vantagem, diz o relatório da KPMG Football Benchmark  a que o Expansion teve acesso. “Há uma diferença significativa entre estes três grandes e os outros clubes.” Este trio em particular tem números impressionantes de negócio: o Real Madrid atinge os 619 milhões de euros; Barcelona chega aos 616 milhões, e o Bayern aos 592 milhões. Um exemplo importante é o do Atlético de Madrid, que foi finalista em 2014 e 2016, e tem as finanças muito aquém, em relação aos merengues: 229 milhões de euros contra os 619 milhões do Real.

Se se aplicar estes números e este raciocínio ao cenário futebolístico mundial significa que apenas quatro dos dez mais valiosas clubes do mundo entraram nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, confirmando que a economia nem sempre ganha no campo.

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