Judiciária do Algarve não teve prevenção de terrorismo durante 11 dias

A diretoria de Faro não teve também pessoal necessário para assegurar a prevenção diária de crimes como homicídios ou agressões. A escassez de recursos humanos dever-se-á ao facto de só haver cerca de 50% do quadro de inspetores preenchido e de alguns membros desta secção da autoridade terem tirado férias em agosto.

Durante 11 dias do mês de agosto, a diretoria da Polícia Judiciária de Faro não teve inspetores suficientes para prevenir o terrorismo durante 11 dias, revela o Diário de Notícias desta quinta-feira. Nesse período de tempo, que coincidiu com o dia dos ataques em Barcelona, não se encontrava preenchida a escala do serviço de prevenção da Secção Regional de Combate ao Terrorismo e Banditismo, tendo em conta os sete membros desta secção.

Segundo a mesma publicação, que recolheu informações junto de fontes policiais, a diretoria algarvia não teve também pessoal necessário para assegurar a prevenção diária de crimes como homicídios ou agressões.

A escassez de recursos humanos dever-se-á ao facto de só haver cerca de 50% do quadro de inspetores preenchido e de alguns membros desta secção da autoridade terem tirado férias este mês, o que para os sindicatos se trata do culminar de todo um desinvestimento em recrutar novos inspetores”.

O serviço não ficou em causa, pois à força do sacrifício habitual dos profissionais, este foi garantido por pessoal de outros departamentos e até de folga, mas é verdade que houve falhas nas escalas”, disse ao DN o presidente da direção regional sul da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal, Joaquim Afonso.

De acordo com a explicação que um porta-voz da Polícia Judiciária de Faro deu ao DN, “especificamente nos dias 14,15, 16 e 17” havia um inspetor da Secção Regional de Combate ao Terrorismo e Banditismo ao serviço de piquete, que poderia acompanhar qualquer percalço.





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