Jogos de guerra: NATO teme demonstração de força nas manobras militares iniciadas pela Rússia

Os países bálticos e a Polónia acreditam que a intenção da Rússia é mostrar às antigas Repúblicas Soviéticas a sua força militar e ameaçar a sua soberania.

Michael Klimentyev/Kremlin via Reuters

A Rússia e a Bielorrússia iniciaram esta quinta-feira o exercício militar Zapad 2017, que inclui manobras “de carácter defensivo” junto à fronteira com países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). Apesar de Moscovo garantir que se tratam apenas de testes ao stocks militar russo, a NATO está a monitorizar o exercício, temendo uma demonstração de força da Rússia.

A última vez que o presidente russo, Vladimir Putin, enviou soldados para a Bielorrússia para “confirmar a fiabilidade” do seu arsenal militar, um conflito de verdade surgiu no leste europeu. Estávamos então em 2014 e o alvo escolhido foi a Ucrânia, devido a uma antiga pretensão territorial russa de anexar a península da Crimeia.

Três anos depois o Kremlin esforça-se por tranquilizar os países da Aliança Atlântica sobre a nova realização das manobras. “Tratam-se de manobras de caráter puramente defensivo e não são dirigidas contra nenhum país, em particular”, assegura o Ministério da Defesa russo em comunicado.

Ainda assim, os países bálticos e a Polónia acreditam que a intenção da Rússia é mostrar às antigas Repúblicas Soviéticas a sua força militar e ameaçar a sua soberania.

“O exercício Zapad 2017 foi preparado para nos provocar e para testar os nossos sistemas de defesa e é por isso que nós temos de ser fortes”, afirmou no domingo o ministro britânico da Defesa, Michael Fallon sustentando que a Rússia está a “tornar-se cada vez mais agressiva”.

O exercício militar envolve 12.700 militares durante uma semana junto às fronteiras da Lituânia e da Polónia. Para monitorizar o evento, a NATO enviou para os países bálticos e para a Polónia cerca de quatro mil soldados.



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