IURD: PGR não encontrou irregularidades nas alegadas adoções ilegais

A TVI noticiou esta sexta-feira que Joana Marques Vidal foi alertada para as adoções ilegais. "Da análise dos elementos constantes destes processos tutelares, onde por decisão judicial anterior as crianças tinham ficado ao cuidado de determinada pessoa, não resultaram quaisquer factos que confirmassem o alerta recebido", argumenta o Ministério Público.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) explicou esta sexta-feira que Joana Marques Vidal não encontrou irregularidades nas alegadas adoções ilegais de três irmãos Vera, Luís e Fábio Andrade por responsáveis da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

“A Procuradora-Geral da República cessou funções no Tribunal de Família e de Menores em outubro de 2002 [onde exerceu funções entre 1994 e 2002], não tendo tido conhecimento de factos constantes de uma carta enviada ao tribunal em 2003 que, recentemente, foi noticiada”, refere o Ministério Público, em comunicado enviado esta tarde às redações.

A instituição esclarece que, durante a atividade processual, a Procuradora-Geral da República interveio num processo de confiança judicial respeitante às crianças, mas, no decurso do mesmo, pediu os autos “tendo em vista um estudo aprofundado dos mesmos” e “averiguar circunstâncias eventualmente menos claras para as quais havia sido alertada”.

“Da análise dos elementos constantes destes processos tutelares, onde por decisão judicial anterior as crianças tinham ficado ao cuidado de determinada pessoa, não resultaram quaisquer factos que confirmassem o alerta recebido”, argumenta a PGR, acrescentando que das diligências não se depreendeu nenhuma “circunstância menos clara”. O processo de confiança judicial foi decidido em 2001 e incluia a citação da mãe biológica e a documentação associada, frisa a justiça.

O esclarecimento surge depois de a TVI ter noticiado que Joana Marques Vidal tinha sido alertada para as adoções ilegais dos três irmãos e que as podia ter parado. Segundo o canal de Carnaxide, a procuradora-geral da República foi alertada para “circunstâncias menos claras” no processo e, apercebendo-se de que as suspeitas não se confirmavam, deixou o processo seguir.

Notícia atualizada às 14h26




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