“Integração na DLA Piper vai reforçar crescimento”

Escritório de advogados português passa a integrar a firma americana, após seis anos de parceria. Sócio português antecipa que o crescimento verificado nos últimos anos, com a participação em várias grandes operações, vai ser reforçado com este passo.

A ABBC e a DLA Piper acordaram a integração da sociedade de advogados portuguesa na firma americana, passando assim a ser o maior player internacional com presença no mercado luso. Numa entrevista ao Jornal Económico, por email, o sócio português Nuno Azevedo Neves explica o racional da integração do escritório português, que conta com cerca de 60 advogados e assessorou, nos últimos tempos, players internacionais como a Fosun ou o Lone Star, em várias grandes operações.

Porquê esta integração da ABBC na DLA Piper? Qual é o racional?
A DLA Piper e a ABBC mantiveram uma longa e sólida parceria desde 2010. Foi uma relação extremamente frutífera, que evidenciou uma forte ligação e potencialidade, sustentada na partilha da mesma visão e valores. A evolução para a integração surgiu pois de forma totalmente natural, como o passo seguinte de uma relação que se foi tornando cada vez mais intensa e profunda, em linha com a nossa ambição e a nossa visão do futuro.
A oferta de uma capacidade global em áreas de prática, setores e jurisdições chave e serviços, sob uma marca e equipa de referência a nível global, dá-nos um caráter único no mercado português, que é essencial na nossa capacidade de gerar valor para os nossos clientes.

Em que moldes está a ser feita, isto é, os sócios portugueses passam a ser sócios da DLA?
A integração está a ser feita da forma mais suave possível. E trabalharemos em conjunto sob uma marca comum, e sujeitos aos mesmos processos e sistemas, para assegurar a prestação de serviços harmonizados de alta qualidade e segundo os mais elevados standards internacionais. A DLA Piper opera de diferentes formas, em diferentes países, adequando-se da forma mais suave possível às especificidades de cada jurisdição.

A iniciativa para a integração partiu da DLA Piper?
Foi um passo natural de evolução, decorrente de uma relação longa e sólida, em que ambas as partes sentiram a necessidade de seguir para uma integração como forma de desenvolver, e potenciar, ainda mais a sua relação.

Vão ter mais capacidade para competir com os outros escritórios nacionais e estrangeiros a operar em Portugal?
A DLA Piper é uma sociedade de advogados global presente em mais de 40 países na América do Norte e América do Sul, Europa, África, Médio Oriente e Ásia-Pacífico. Esta integração vai permitir-nos colocar ao dispor nos nossos clientes serviços globais que respondam às suas necessidades em todos os países onde a DLA Piper está presente, e com um importante enfoque no mercado Ibérico, em África e na América Latina, por uma equipa global e altamente qualificada e com os sistemas mais avançados. E esse é um forte fator diferenciador.

Quais são as perspetivas para este ano e quais as áreas de prática que vão beneficiar mais com esta integração?
Temos tido um crescimento muito sólido nos últimos anos, que antecipamos possa ser incrementado com a nossa integração na DLA Piper. Cremos que todas as áreas de prática serão beneficiadas pela integração, e a integração também nos permitirá apostar com mais intensidade em setores chave.

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